Vem aí outro Jânio Quadros?

Editora 247

O jornalista Ricardo Kotscho relembra que o ex-presidente Jânio Quadros, "após surgir como um furação afundou o país" e aponta semelhanças entre o ex-presidente e o futuro, Jair Bolsonaro; "Apenas sete meses após a posse, ao perder o apoio da UDN no Congresso, Jânio renunciou", destaca, dizendo que ele "jogou tudo para o alto, sonhando em voltar nos braços do povo num lance bonapartista que não deu certo, e colocou o Brasil numa profunda crise política que três anos depois desaguaria no golpe de 1964"; "Qualquer semelhança...", compara o jornalista

29 DE DEZEMBRO DE 2018

Em artigo, o jornalista  Ricardo Kotscho  aponta semelhanças entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o ex-presidente, Jânio Quadros, "Jânio não era um homem de partido, não pertencia a nenhum clã, combatia a velha política, andava em mangas de camisa, encarnava o moralismo autoritário e fez da vassoura seu símbolo numa campanha baseada no combate à corrupção", relembra.

"Foi o primeiro político marqueteiro da nossa história. Aparecia em público com paletó ensebado de caspa ou com o quepe de motorista de ônibus. Comia sanduíches de mortadela para criar a imagem de homem simples do povo e em seus discursos abusava de próclises e mesóclises para mostrar erudição", relata.

Kotscho destaca que "Jânio se lançaria candidato à Presidência por uma coligação antigetulista de pequenos partidos. Logo conquistaria o apoio dos banqueiros e fazendeiros da UDN, e assim se elegeu com 48% dos votos de um total de 11,6 milhões de eleitores (hoje somos 147 milhões)".

No entanto, o jornalista recorda que "apenas sete meses após a posse, ao perder o apoio da UDN no Congresso, Jânio renunciou" e  "Jogou tudo para o alto, sonhando em voltar nos braços do povo num lance bonapartista que não deu certo, e afundou o Brasil numa profunda crise política que três anos depois desaguaria no golpe de 1964".

"Qualquer semelhança...", compara o jornalista


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