ALEX SOLNIK | Esqueçam tudo que eu falei


Marcelo Camargo/Agência Brasil

Jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. Autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

4 de Janeiro de 2019

A palavra do presidente Jair Bolsonaro vale menos que uma faca enferrujada.

Hoje de manhã ele disse que a alíquota do teto do IR será diminuída e o IOF Imposto sobre Operações Financeiras será aumentado, ao mesmo tempo em que garantiu que a marca do seu governo deve ser não aumentar impostos. 

E então eu escrevi: Bolsonaro aumenta imposto dizendo que não aumenta imposto.

À tarde, o secretário da Receita Federal, Marcos Cintra desmentiu o presidente. Não vai ter nem uma coisa nem outra, segundo ele.

É evidente que quando um presidente da República anuncia duas medidas tão delicadas como essas, que provocam reações no mercado e em toda a economia, todos supõem, inclusive eu a torcida do Flamengo, que é uma declaração definitiva, anunciada depois de devidamente estudada e sobre a qual não há como voltar atrás.

Mas a irresponsabilidade é que parece ser a marca desse governo. 

Não se sabe mais se vale mais a informação do presidente ou a do Secretário da Receita Federal.

O ex-presidente Fernando Henrique, dizem, pediu para esquecerem tudo o que escreveu; de Bolsonaro, é melhor esquecer tudo o que eu falei.


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