ALEX SOLNIK | Quem manda na bagaça é o "Posto Ipiranga"

Editora 247


Jornalista. Já atuou em publicações como Jornal da Tarde, Istoé, Senhor, Careta, Interview e Manchete. Autor de treze livros, dentre os quais "Porque não deu certo", "O Cofre do Adhemar", "A guerra do apagão" e "O domador de sonhos"

5 de Janeiro de 2019

Por Alex Solnik, dos Jornalistas pela Democracia - Na primeira vez em que Bolsonaro fez declarações sobre economia sem perguntar ao "Posto Ipiranga", deu tilt. O tilt foi tão imenso que o "Posto Ipiranga" saiu de cena. Desmarcou compromissos para evitar comentar em público o que devia estar comentando entre quatro paredes. Imagino o tamanho dos palavrões. Todo mundo conhece o seu pavio curto.

Diminuir a alíquota do IR de 27,5% para 25% no teto – como Bolsonaro anunciara com a cara mais tranquila do mundo - daria um preju de R$45 bilhões por ano! E a tecla na qual o "Posto Ipiranga" bate mais é que o governo precisa arrecadar mais. Aumentar o IOF seria quebrar a promessa de que o governo não aumentaria impostos.

O "Posto Ipiranga" ficou tão puto que achou melhor não falar. Mandou emissários para desmentir os absurdos de Bolsonaro: Marcos Cintra e Onyx Lorenzoni. A leitura de que eles dois desmentiram o presidente está incorreta; quem mandou desmentir foi o "Posto Ipiranga".

Duas conclusões desse episódio: 1) tal como acontece com Trump e foi retratado nos best-sellers "Fogo e Fúria" e "Medo" Bolsonaro terá que ser contido por pessoas mais equilibradas para não cometer loucuras demais e 2) quem manda na bagaça é o "Posto Ipiranga".

Ou seja: Bolsonaro é o poste do "Posto Ipiranga".


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