Em editorial a Folha de S. Paulo cobra de Flávio Bolsonaro explicações mais consistentes, chega de esconde-esconde


Rodrigues Pozzebom/Agência

"O melhor para o país seria que Flávio parasse de apostar na confusão e oferecesse explicações consistentes para a origem e as andanças dessa dinheirama", aponta o editorial

22 DE JANEIRO DE 2019 

Em editorial publicado nesta terça-feira, o jornal Folha de S. Paulo, avalia que Flávio Bolsonaro não explicou as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, nem suas transações imobiliárias. "Numa série de entrevistas a emissoras de televisão, Flávio atacou os promotores que o investigam e disse que as transações financeiras estão associadas a negócios com um apartamento no Rio, que ele comprou na planta e depois vendeu. Faltou esclarecer por que preferiu fazê-los picados se poderia ter depositado tudo de uma vez só no caixa do banco, ou buscado formas mais simples para receber os valores", diz o texto.

"Também soou pouco convincente sua justificativa para a corrida ao STF, onde ganhará direito a foro especial depois que assumir o mandato de senador, em fevereiro. Flávio diz ser alvo de perseguição, mas o tribunal já deixou claro que a prerrogativa dos congressistas se restringe a atos praticados no exercício do mandato. É uma estratégia perigosa, que prolonga o desgaste e aumenta o embaraço para o governo de seu pai —por mais que o vice-presidente, Hamilton Mourão, diga que uma coisa nada tem a ver com a outra", aponta o editorial. "O melhor para o país seria que Flávio parasse de apostar na confusão e oferecesse explicações consistentes para a origem e as andanças dessa dinheirama."


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