Enfim um tucano preso, até que o STF mande soltá-lo: Justiça determina prisão de Beto Richa, ex-governador do PR


Marcelo Camargo - ABR

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, decretou a prisão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Também é alvo de prisão preventiva Dirceu Pupo Ferreria, contador da ex-primeira dama Fernanda Richa; o pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) em um desdobramento da Operação Integração, uma fase da Lava Jato, que investigou corrupção na concessão de rodovias no Paraná

25 DE JANEIRO DE 2019

O juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, decretou a prisão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB). Também é alvo de prisão preventiva Dirceu Pupo Ferreria, contador da ex-primeira dama Fernanda Richa.

O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) em um desdobramento da Operação Integração, uma fase da Lava Jato, que investigou corrupção na concessão de rodovias no Paraná.

Beto Richa é investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

De acordo com as investigações da operação, o esquema teria movimentado R$ 35 milhões em propinas, entre 1999 e 2015, sem a atualização monetária. Dentre os investigados estão o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa, e o ex-secretário de Infraestrutura do Paraná e irmão do tucano, Pepe Richa. 

Em setembro do ano passado, Fernanda Richa e Deonilson Roldo, que é ex-chefe de gabinete do ex-governador, e mais 12 investigados foram detidos suspeitos de envolvimento em um esquema de superfaturamento de contratos para manutenção de estradas rurais em troca receberiam propina para agentes públicos. Mas Richa foi solto após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

O tucano também ficou muito repudiado em nível nacional nos últimos anos, após o chamado Massacre Cívico, no dia 29 de abril de 2015, quando um mega-protesto de professores terminou com mais de 200 feridos. A categoria era contrária à reestruturação do Paranaprevidência. Só naquele dia o gasto com as ações policias teria sido em torno de R$ 1 milhão. Os deputados estaduais também tiveram de entrar na Assembleia Legislativa dentro de um camburão.


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