Justiça transfere para os presídios federais 21 líderes de facções do Ceará


A transferência foi determinada por decisão judicial, a pedido do Governo do Estado e do Ministério Público. Os presos são acusados de comandar, de dentro dos presídios, onda de ataques que já dura oito dias no Ceará

09/01/2019

Vinte e um líderes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) foram transferidos na madrugada de hoje do sistema penitenciário do Ceará para um presídio federal. Mesmo presos, eles são acusados de comandar de dentro das cadeias a onda de ataques e atentados que toma conta das ruas de Fortaleza, Região Metropolitana e cidades do Interior cearense, há oito dias.

Três ordens judiciais, atendendo a um pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público Estadual, foram concedidas em caráter de "urgência, excepcionalidade e extrema necessidade". Além dos 21 integrantes do CV, mais 40 presos das facções Guardiões do Estado (GDE) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) serão retirados do Ceará para outras penitenciárias federais.

De início, segundo as três decisões da Justiça cearense, os 21 transferidos ficarão 20 dias no primeiro presídio federal. Depois da avaliação das Corregedorias indicadas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), poderão permanecer em caráter definitivo.

Na lista dos presos relacionados pelo Governo do Ceará e pelo Gaeco estão nomes como o de Robério Cezar Alves Aguiar. Conhecido no mundo do crime por "Fuzil", "Negão" ou "Tonho da Canoa", ele é paulista, seria assaltante de bancos e teria atuado nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O traficante internacional de drogas Euder de Sousa Bonethe, vulgo "Primo", é outro que deixou o Ceará. Preso na Operação Semilla, da Polícia Federal, ele foi denunciado pelo Ministério Público por fazer negócios com criminosos da África e da Europa.

Entre os que atuavam mais diretamente no território cearense está Maycon da Silva Nascimento. Um homicida, chamado de "pistoleiro do tráfico". Quando foi preso em 2015 pela Polícia Civil, era considerado o segundo criminoso mais perigoso do Estado.

Márcio Gledson Dias da Silva, o "Márcio do Gueto", personagem que dominava parte do tráfico de drogas na Barra do Ceará, bairro da periferia de Fortaleza, também foi transferido.

Outro traficante que controla a venda de entorpecentes em bairros de Fortaleza e que deixou o complexo de presídios em Itaitinga, na Região Metropolitana, é Rogério de Oliveira Cury. Rogério "Bocão" também mandava expulsar e matar moradores ou desafetos da favela Cidade de Deus, no São João do Tauape.

Para conceder a remoção dos líderes da facção criminosa, um dos juízes aceitou o argumento do Ministério Público que Fortaleza, a Região Metropolitana e vários municípios vivem uma "situação de risco".

Segundo o Gaeco, o isolamento dos 21 detentos em um presídio de segurança máxima fora do Ceará se justifica porque existem "fortes indícios da alta periculosidade dos presos, derivada do comprometimento com associação criminosa e do destacado papel de lideranças em facção".

Eles, de acordo com argumentação do Ministério Público, seriam responsáveis pelos "recentes ataques a ônibus, bens públicos e até um viaduto. Numa demonstração de violência e desrespeito ao Estado e à população que está amedrontada".

Por questão de segurança, O POVO não divulgará a unidade para onde os detentos irão nem o nome dos juízes que autorizaram as remoções.

Risco

São três decisões judiciais ordenando a transferência de presos do Ceará para presídio federal. Uma delas autorizou a remoção de 19 homens. E outras duas a de Francisco Jales Fernandes Fonseca, o Zag, e de Antônio Edinaldo Cardoso de Sousa, o Naldinho.

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1 comentários:

Manoel Oliveira disse...

esses vagabundos já deveriam terem começados a matarem sem chances, isso são criminosos postos para o Ceara pelo Geraldo Alckmin DO PSDB de SÃO PAULO e por esse governo vagabundo do JOÃO DÓRIA. PARA DESTRUIR O MELHOR GOVERNO DO BRASIL O GOVERNADOR CAMILO SANTANA DO PT, MAS ISSO NUNCA IRA OCORRER.

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