Lava Jato prende Paulo Preto, operador do PSDB, mas os chefões continuam soltos


Agência Senado | Reuters

A 60ª fase da Operação Lava Jato prendeu, por lavagem de dinheiro, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Departamento Rodoviário S.A. (Dersa); ele era operador da sigla tucana; as transações investigadas superam R$ 130 milhões, valor que representa o saldo de contas controladas por ele na Suíça; ex-ministro Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é alvo de mandado de busca e apreensão

19 DE FEVEREIRO DE 2019

A 60ª fase da Operação Lava Jato prendeu, na manhã desta terça-feira (19) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Departamento Rodoviário S.A. (Dersa), estatal de engenharia do governo de São Paulo, durante as gestões do PSDB. Ele era operador da sigla tucana. As transações investigadas superam R$ 130 milhões, valor que representa o saldo de contas controladas por Paulo Preto na Suíça no começo de 2017. O ex-ministro das Relações Exteriores e ex-senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) é alvo de mandado de busca e apreensão.

Sobre Paulo Preto, o Ministério Público Federa afirma haver "risco significativo e iminente (...) para a ordem pública e para a aplicação da lei penal", sendo a prisão preventiva do operador financeiro " imprescindível".

"De fato, sua custódia é necessária em razão da gravidade concreta dos crimes de lavagem de dinheiro relacionado à corrupção, que envolveram mais de uma centena de milhões de reais, da reiteração e habitualidade na prática de crimes por mais de uma década, na atualidade da lavagem de dinheiro e na sua atuação deliberada para impedir o bloqueio e confisco de valores ilícitos", disse o órgão em nota.


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