Presidente Zé de Abreu faz a hashtag #DallagnolNaCadeia virar o tema mais comentado do Brasil



O ator Zé de Abreu, presidente autoproclamado do Brasil, demonstrou nesta noite a força simbólica de seu governo paralelo ao fazer com que a hashtag #DallagnolnaCadeia se tornasse o tema mais comentado do País nas redes sociais. "Não existe a Lava-Jato, é apenas um nome de uma força-tarefa. Queriam institucionalizar uma excrescência jurídica com 2,5 bi de dinheiro público", postou. Hoje, Gilmar Mendes afirmou que Dallagnol tentou montar um fundo eleitoral com R$ 2,5 bilhões da Petrobrás

14 DE MARÇO DE 2019

O ator Zé de Abreu, presidente autoproclamado do Brasil, demonstrou nesta noite a força simbólica de seu governo paralelo ao fazer com que a hashtag #DallagnolnaCadeia se tornasse o tema mais comentado do País nas redes sociais. "Não existe a Lava-Jato, é apenas um nome de uma força-tarefa. Queriam institucionalizar uma excrescência jurídica com 2,5 bi de dinheiro público", postou. Hoje, Gilmar Mendes afirmou que Dallagnol tentou montar um fundo eleitoral com R$ 2,5 bilhões da Petrobrás.

Leia, abaixo, o tweet do presidente autoproclamado e reportagem da Reuters:

Não existe a Lava-Jato, é apenas um nome de uma força-tarefa. Queriam institucionalizar uma excrescência jurídica com 2,5 bi de dinheiro público. “combater a corrupção dá lucro”.#DallagnolNaCadeia

BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) impôs nesta quinta-feira a maior derrota para a operação Lava Jato, que completa 5 anos este domingo, e decidiu nesta quinta-feira que crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em casos relacionados a caixa dois de campanha eleitoral, devem ser conduzidos pela Justiça Eleitoral.

Integrantes da Força-Tarefa do Ministério Público Federal da operação em Curitiba argumentaram, antes do julgamento, que essa mudança poderá levar até à prescrição e eventual anulação de investigações. Essa decisão pode impactar, entre outros, casos referentes aos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT), e ex-ministros de Estado, além de parlamentares e ex-parlamentares de outras legendas. 

O assunto mobilizou também as redes sociais nos últimos dias e a hashtag #STFnaoMateALavaJato ficou entre as mais mencionadas no Twitter. Na porta do Supremo houve forte buzinaço de manifestantes.

Antes da sessão desta quarta, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, indicou que recorrerá ao Congresso para manter esse tipo de apuração por corrupção sob o comando da Justiça comum, e não Eleitoral, mesmo nos casos em que também se apura crime eleitoral.

“Se necessário, iremos ao Parlamento pedir algum instrumento jurídico. O importante é que a gente siga firme nesse propósito de manter o foco do trabalho institucional contra a corrupção, a lavagem de dinheiro e o crime organizado”, disse Dodge, na chegada ao STF, ao completar que não vê risco de decisões da Lava Jato serem desfeitas neste momento.

VÉSPERA

A decisão favorável à condução dos casos pela Justiça Eleitoral começou a ser delineada na véspera, a partir do voto de Alexandre de Moraes. Acompanharam esse entendimento os ministros Marco Aurélio Mello, que é relator, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, e o presidente do STF, Dias Toffoli.

Foram vencidos Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, Rosa Weber, Luiz Fux, Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Eles defendiam o fatiamento das investigações: crimes eleitorais ficam com a Justiça Eleitoral e os criminais, com a Justiça comum. 

O caso concreto analisado refere-se a um inquérito que envolve o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM) e o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), que chegaram a ser alvos de delação de executivos da Odebrecht.

O argumento da maioria foi o de que a Justiça Eleitoral, por ser um ramo especializado, se sobrepõe à Justiça comum. Por isso, justifica-se a remessa de um mesmo caso que apura, por exemplo, um crime de corrupção e um caixa 2 para a Justiça Eleitoral. Argumentaram ainda que há uma disputa de poder pela condução dos casos e que o entendimento da maioria neste julgamento sempre foi o adotado pela corte.

O caso foi alvo de intenso debate nos últimos dias. O ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, defendeu a remessa desses casos para a Justiça Federal porque o ramo eleitoral não tem estrutura para conduzir casos de corrupção e lavagem. 

Durante o julgamento, um dos votos mais contundentes foi de Barroso, ao dizer que fica “mais triste ainda” ao constatar que uma parte da sociedade acha que o Supremo “embaraça” investigações contra corrupção.

“Não será bom, após ano de combate à corrupção, mexer numa estrutura que está dando certo, funcionando, e passar para uma estrutura que absolutamente não está preparada para isso”, disse.

Um dos principais contrapontos foi feito por Mendes, forte crítico da atuação da força-tarefa da Lava Jato. “Quem encoraja esse tipo de coisa? Quem é capaz de encorajar esse tipo de gente, gentalha, despreparada, não tem condições de integrar um órgão como o Ministério Público”, afirmou.

No início da sessão desta quinta, após fazer um forte desagravo à atuação da corte, o presidente do Supremo anunciou que decidiu instaurar um inquérito criminal para apurar a existência de notícias falsas, denunciações caluniosas e ameaças e crimes contra a honra que atingiriam os ministros da corte e familiares deles.

O inquérito, que vai correr sob sigilo, será conduzido por Moraes, que já foi ministro da Justiça, secretário de Segurança Pública de São Paulo e promotor de Justiça. Após o pronunciamento de Toffoli, Moraes disse que aceitava a designação para tocar o caso.


1 comentários:

JOÃO CÉSAR PINHEIRO disse...

A força tarefa lava jato, seus procuradores e seu líder Juiz Moro, exacerbou em suas funções. Tornou-se um tribunal parecido com o da santa inquisição que queimou bruxas e pagãos. Moro e Dallagnol subiram no patamar da pseudo honestidade tal como Robespierre subiu no altar do ser supremo da revolução francesa após matar Danton. Estes espasmos ditatoriais da democracia burguesa duram pouco quando neofascistas, neonazistas e gangs assumem o poder, aproveitando-se da situação de servidão voluntária de um povo com baixo grau de educação e formação na área das ciências políticas. As aberrações e contradições desse pessoal serão cobradas e pagas quando o pesadelo acabar. O sono do povo não é duradouro e muito menos para sempre. É impressionante como é que esse tipo de gente usou argumentos legalistas, midiáticos e parlamentares para tentar destruir partidos políticos e encarcerar um candidato a presidente da república que praticamente iria ganhar a eleição. É difícil acreditar que hoje alguma instituição da república brasileira não esteja contaminada com as práticas criminosas montadas pelos atuais donos do poder. As farsas vão aflorar, pois está chegando a hora desses donos do poder tentarem legitimar o enriquecimento pessoal e das organizações criminosas que lideram. As pessoas esclarecidas começam a reagir, mesmo correndo o risco de serem assassinadas como Marielle

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