Ato na ONU pede liberdade de Lula em local de manifestações históricas



Manifestantes ocuparam a emblemática Place des Nations (Praça das Nações), palco onde já foram pedidas também a libertação de líderes como Nelson Mandela, Xanana Gusmão e o Dalai Lama

por Maurício Thuswohl, para a RBA publicado 07/04/2019

Genebra – Apesar do frio e da chuva na cidade suíça de Genebra, cerca de 150 pessoas participaram neste domingo (7) do ato político Reunião pela Liberdade de Lula, realizado em frente à sede da ONU. O principal objetivo da manifestação foi pedir a imediata libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há um ano em Curitiba.

O ato, que teve a participação de integrantes da comunidade brasileira na Suíça e de sindicalistas, militantes pelos direitos humanos e a democracia e representantes de partidos de esquerda, denunciou às ameaças ao estado de direito e os ataques às conquistas sociais dos trabalhadores hoje em curso no Brasil. Também tomaram parte na manifestação representantes de outros países em luta pela democracia, como a Argélia e a Síria, entre outros, e de vizinhos sul-americanos como Uruguai e Argentina.

Os manifestantes ocuparam a emblemática Place des Nations (Praça das Nações), palco onde ao longo da história já foram pedidas também a libertação de outros líderes populares como Nelson Mandela, Xanana Gusmão e o Dalai Lama, entre outros. Ao lado do monumento da cadeira quebrada – que alerta sobre as vítimas diárias de minas antipessoais em todo o mundo – os defensores de Lula cantaram, dançaram ciranda e gritaram palavras de ordem pela democracia e pela liberdade do ex-presidente brasileiro.

Secretário geral da Industrial Global Union, sindicato internacional dos trabalhadores do setor de metalurgia, energia e manufatura, o brasileiro Valter Sanches foi um dos que falaram durante o ato: “Há um ano, no Brasil, aqueles que atacam a democracia e as conquistas dos trabalhadores aprisionaram um homem. Eles pensam que também aprisionaram uma ideia, mas esta ideia está crescendo. Hoje, ela já ocupa as ruas de mais de 40 cidades em todas as partes do mundo”, disse.

O ato também saudou em tempo real a manifestação que reuniu milhares de pessoas em Curitiba: “Estamos todos juntos. No Brasil, assim como aqui na Europa, estão protestando contra essa perseguição política, contra esse sequestro do ex-presidente Lula”, disse Sanches.

Para Fátima de Souza, integrante do Comitê Internacional Lula Livre na Suíça, o ato em frente à ONU foi simbólico: “Hoje, a luta pela liberdade de Lula transcende o Brasil e já se tornou símbolo mundial de luta pela democracia. A percepção internacional é a de que o Brasil caminha para trás, assim como outros países, e a liberdade de Lula é um desejo mundial”. Durante o ato, militantes de direitos humanos voltaram a sugerir a indicação de Lula ao Prêmio Nobel da Paz.

RBA

0 comentários:

[ Deixe-nos seu Comentário ]