Museu de Nova York cancela homenagem a Bolsonaro em suas dependências


Adriano Machado - Reuters

O Museu Americano de História Natural de Nova York anunciou nesta segunda-feira (15) que não sediará o evento da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que irá homenagear o presidente Jair Bolsonaro; cerimônia estava prevista para ocorrer em um dos salões do museu em 14 de maio; Museu disse que não convidou o presidente e o espaço havia sido reservado pela Câmara de Comércio antes do anúncio de que ele seria agraciado; decisão veio após pressão liderada pelo prefeito de NY, Bill de Blasio, que classificou Bolsonaro como um sujeito "muito perigoso" e que promove o racismo e a homofobia

15 DE ABRIL DE 2019

O Museu Americano de História Natural, em Nova York, nos Estados Unidos, anunciou hoje que não sediará o evento que premiará o presidente Jair Bolsonaro (PSL) como "Pessoa do Ano" pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. A cerimônia estava prevista para ocorrer em um dos salões do museu em 14 de maio.

Pelo Twitter, o museu afirmou que "em respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos das nossas organizações individuais, concordamos em conjunto que o museu não é o melhor local para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Esse evento tradicional ocorrerá em outro local na data e hora originais".

A instituição acrescentou que não convidou o presidente e o espaço havia sido reservado pela Câmara de Comércio antes do anúncio de que ele seria agraciado.

Anúncio ocorreu após aumento da pressão sobre o museu, para que não cedesse o seu espaço a uma pessoa que prega o racismo e a homofobia, como destacou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Ele disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) é um ser humano "muito perigoso". "Ele é perigoso não apenas por causa de seu racismo e homofobia evidentes, mas porque ele é, infelizmente, a pessoa com mais condições de impactar sobre a Amazônia", disse o prefeito.


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