Território Empreendedor incentiva associativismo e transforma empreendedores em São Gonçalo do Amarante



13/06/2019

Dulcineide de Souza sempre quis viver próximo ao mar. Em 2017, ela e seu marido saíram de Manaus (AM) e decidiram morar em São Gonçalo do Amarante. “Começamos a pesquisar as cidades do Ceará e vimos que esta era a região mais promissora do Estado”, conta. Antes desta mudança, Ducineide iniciou um grande desafio. 

A amazonense abriu um restaurante e, por não saber como administrar o negócio, o estabelecimento não deu certo e precisou fechar. Mas este sonho não foi esquecido. Assim que veio para São Gonçalo do Amarante, Dulcineide conheceu o programa Território Empreendedor, promovido pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o apoio da Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante. Assim como Dulcineide, outras pessoas residentes em São Gonçalo do Amarante estão aproveitando as oportunidades geradas a partir do Território Empreendedor. 

Outro exemplo disso é a Rede de Cooperação Público-Privada, criada com o apoio do programa e que reúne empreendedores locais por meio do associativismo. Nela, seus integrantes têm a oportunidade de contribuir ativamente com o avanço da região e a possibilidade de dialogar diretamente com representantes governamentais sobre o desenvolvimento local, além de participar de programas de capacitação, ampliar o relacionamento com outros empreendedores.

Na terça-feira, dia 11, os membros da Rede participaram do encerramento do Liderar, uma capacitação direcionada ao fortalecimento das lideranças empresariais da região. O evento contou com a participação de empreendedores formais, informais, produtores rurais, lideranças comunitárias e líderes de associações comerciais. Em 2019, foram capacitados 30 empresários em gestão e liderança buscando a sustentabilidade do grupo. Ao longo de três meses, foram realizados 21 encontros com carga-horária total de 100 horas/aula que trabalharam eixos temáticos de liderança, comunicação, preparação para condução de reuniões, técnicas de negociação e marketing pessoal.

A principal proposta do Território Empreendedor é trabalhar em busca da promoção do desenvolvimento regional. “A gente quer que o município cresça e nada mais justo e correto que a gente capacite os empreendedores, para que eles possam crescer cada vez mais”, explicou a gerente de Relações com Comunidades da CSP, Cristiane Peres.

Pão fresquinho

O padeiro de Caucaia, Jonas de Alencar, também participou das capacitações e já percebe a diferença no seu negócio. “Antes, eu já tinha o conhecimento na parte de panificação, mas não sabia nada como administrar. Por isso, minha padaria vivia no vermelho, com dívidas. Agora, depois que eu fiz o curso, vejo como foi importante. Consegui pagar o que devia e estou juntando até um dinheirinho para, em breve, fazer uma reforma na minha padaria”, relata.

A força do cooperativismo

O incentivo e apoio à criação da Rede de Cooperação Pública e Privada é uma das vertentes do programa Território Empreendedor que investe no associativismo para impulsionar o desenvolvimento econômico da região e dinamizar pequenos negócios locais. Hoje, mais de 150 empresas cadastradas e 80 estão engajadas e atuantes na rede. 

Em São Gonçalo do Amarante, os micro e pequenos empreendedores começaram a testemunhar que juntos conseguem chegar mais longe. Ao incentivar esse movimento de capacitação e união, o programa Território Empreendedor tem trazido uma nova realidade para a região.  “Estamos mostrando aos empresários que é importante que eles estejam juntos para pleitear melhorias e políticas públicas para a cidade e, consequentemente, para eles.”, destaca Talles Gomes, doutor em economia e consultor do Sebrae.

Território Empreendedor

O território empreendedor existe desde 2014 e beneficiou mais de 300 pessoas diretamente somente no primeiro ciclo. Em 2016, a CSP firmou convênio com o Sebrae/CE para um novo momento do programa com foco na criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento dos pequenos negócios. Nesse segundo ciclo, a geração de oportunidades através do empreendedorismo orientou as iniciativas e o projeto ganhou uma nova identidade.

Mariana Pontes



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