Apreendida uma grande quantidade de cocaína no Porto do Pecém em São Gonçalo do Amarante


330 quilos de cocaína apreendidos no Porto do Mucuripe

A droga estava em dez sacolas e seria embarcada para a Europa. Agentes da Receita Federal descobriram a cocaína após informações recebidas de escritório internacional de fiscalização

16/08/2019 | Por Cláudio Ribeiro

Agentes da Receita Federal fizeram na manhã desta sexta-feira a maior apreensão de cocaína já feita em portos do Ceará. Uma carga de 330 quilos da droga foi descoberta por agentes da Receita Federal, numa inspeção feita em contêineres no pátio do porto do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A droga foi encontrada após informações trocadas entre os agentes da Receita e organismos internacionais de inteligência que monitoram cargas ilícitas em portos pelo mundo. O valor estimado da cocaína encontrada seria de pelo menos R$ 49 milhões, segundo os agentes no local.

Droga entre produtos de origem animal

A droga estava acondicionada em dez sacolas pretas, semelhantes a bolsas de viagem, que foram inseridas dentro de um carregamento de produtos agrícolas de origem animal e que seria embarcada para a Europa. O porto de desembarque não foi confirmado.

O exportador foi avisado da situação - mas, a princípio, estaria sendo responsabilizado pela presença da droga. O nome da empresa também não foi divulgado.

Agentes da Receita Federal ainda estão no pátio do Porto examinando outros contêineres e verificando a possibilidade de mais cocaína. Um segundo contêiner, com uma carga de sucata de ferro e alumínio, foi escaneado e teria sido detectado um volume com densidade diferente do que estava descrito na documentação. Seria aberto ainda hoje, com a possibilidade de uma quantidade ainda maior da droga. Mas a verificação poderá poderá se estender ao longo do sábado.

Os agentes ainda não teriam informações de quando a cocaína descoberta hoje entrou no pátio do porto. A apuração do setor de inteligência da Receita estaria com informações de que a cocaína partiria de fato do Ceará - não teria sido desembarcada para novo embarque a partir do Pecém.

Foram feitos pelo menos dois escaneamentos da carga até que fossem encontradas as sacolas com a droga. Na primeira vistoria, nada foi verificado. Só após as informações repassadas do Exterior, a droga foi visualizada, em densidade diferente à carga presente. Foram feitas duas baterias de narcotestes que confirmaram a substância.


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