Mídia internacional se refere a Bolsonaro como câncer global

(Foto: Divulgação-PR)
Jair Bolsonaro passou a ser retratado pelas principais publicações internacionais como o grande risco da humanidade, em razão da destruição da Amazônia, que foi estimulada por ele próprio, em seu início de mandato. Com seu ataque ao Inpe, o estímulo ao desmatamento e às mineradoras e a retórica contrária à ciência, ele se converteu em vilão da humanidade

26 de agosto de 2019



Jair Bolsonaro conseguiu destruir a imagem do Brasil no mundo, em razão de seu descaso com o meio ambiente e a política de destruição da Amazônia. É o que aponta o jornalista Nelson de Sá, na coluna Toda mídia, publicada na Folha de S. Paulo. Na manchete impressa do Le Monde no domingo, “Amazônia: clamor mundial contra Bolsonaro”, aponta o colunista. O jornalista também salientou o destaque conferido por outras publicações à devastação da Amazônia:

Editorial destacado no alto da capa defende que é “Um bem comum universal” e questiona: “Quem é dono da Amazônia? Os nove países em cujos territórios a imensa floresta se estende? O Brasil, que tem 60%? Ou o planeta, cujo destino está vinculado à sua saúde?”. No Libération, à esquerda, “Bolsonaro, o incendiário”. Em título interno, “Bolsonaro, câncer do pulmão verde”. A floresta e seu vilão também tomaram as capas de Le Figaro, Le Parisien e Ouest France, entre outros franceses. Na Alemanha, o mesmo quadro, ocupando a primeira página toda do conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung, com o envio do exército, e do sensacionalista Bild, mais Die Welt, Süddeutsche Zeitung e Der Tagesspiegel, entre outros pelo país. Também na Espanha, pelas capas de El País, El Mundo e do catalão La Vanguardia. Na Itália, o enunciado do La Reppublica foi “O mundo contra Bolsonaro”, enquanto no Vaticano o estatal L’Osservatore Romano trazia a manchete “A Amazônia que queima é uma emergência mundial”.



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