Bolsonaro confundiu a ONU com o Facebook, diz Bernardo Mello Franco



"O presidente pareceu confundir as Nações Unidas com sua audiência cativa no Facebook. Mentiu à vontade sobre as queimadas, a ditadura militar e o programa Mais Médicos. Depois de exaltar o regime autoritário, disse defender a liberdade e a democracia", pontuou o colunista do Globo

25 de setembro de 2019

O vexame protagonizado por Jair Bolsonaro nas Nações Unidas foi vem descrito pelo colunista Bernardo Mello Franco, do Globo. "Bolsonaro se apresentou como um típico autocrata. Atacou a imprensa, a ciência e as universidades. Adotou um tom conspiratório contra ambientalistas e líderes indígenas que se opõem à destruição da Amazônia", disse ele. "O presidente pareceu confundir as Nações Unidas com sua audiência cativa no Facebook. Mentiu à vontade sobre as queimadas, a ditadura militar e o programa Mais Médicos. Depois de exaltar o regime autoritário, disse defender a liberdade e a democracia. 

Mello Franco disse ainda que Bolsonaro, vilão global, pode ter impulsionado a candidatura ao Nobel da Paz do cacique Raoni, a quem agrediu pelas costas. "Depois de falsear números sobre o território ianomâmi, o presidente criticou o cacique Raoni, líder indígena mais conhecido do país. Aos 89 anos, o caiapó acaba de ser lançado candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Ao atacá-lo pelas costas, Bolsonaro deu um impulso inesperado à campanha", disse ele.


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