Bolsonaro derrete até na pesquisa do mercado financeiro


(Foto: Adriano Machado/Reuters)

Levantamento XP/Ipespe, divulgado nesta segunda-feira, 2, mostra que, numa escala de 0 a 10, Jair Bolsonaro viu sua nota média junto à população cair de 6,7 em janeiro para 5,5 após oito meses de governo. No período, as avaliações positivas de Bolsonaro foram de 60% para 48%, ao passo que as negativas subiram de 20% para 33%. Rejeição a Sérgio Moro também aumentou

2 de setembro de 2019

Marcos Mortari, Infomoney - Alvo do vazamento de trocas de mensagens com procuradores e protagonista de desentendimentos recentes com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) não perdeu apenas espaço no governo nos últimos meses.

O ex-juiz responsável por sentenças da Operação Lava-Jato em Curitiba (PR) vem sofrendo com uma ininterrupta piora de imagem junto à opinião pública desde que trocou a magistratura por um ministério na atual administração, mas mantém supremacia do apoio popular ante outras figuras da política nacional.

É o que mostra a 10ª edição da pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 27 e 29 de agosto. Segundo o levantamento, em uma escala de 0 a 10, Sérgio Moro recebe nota média 6,0 junto à população. O resultado representa uma queda de 1,3 ponto em relação a janeiro - quando começaram as medições. Para acessar a íntegra da pesquisa, clique aqui.

De lá pra cá, as avaliações positivas (superiores a 6) de Moro foram de 67% da totalidade das respostas para 52%, enquanto as negativas (inferiores a 4) saltaram de 17% para 31%. As variações foram as maiores entre as personalidades políticas testadas pela pesquisa.

Apesar da piora, o desempenho do ministro ainda é o melhor entre os nomes avaliados, incluindo o do próprio presidente Jair Bolsonaro. Prestes a completar oito meses de governo, o mandatário tem nota 5,5, ante 6,7 obtida no primeiro mês de gestão - superado por outro ministro seu: Paulo Guedes (Economia), com nota 5,8.

No período, as avaliações positivas de Bolsonaro foram de 60% para 48%, ao passo que as negativas subiram de 20% para 33%. A pesquisa ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do país, a partir de entrevistas telefônicas realizadas por operadores. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais.

O ministro também leva vantagem sobre o presidente na associação com o combate à corrupção pela população. Para 38% dos entrevistados, é Moro quem mais representa tal bandeira. Outros 24% veem Bolsonaro como o principal porta-voz da agenda. O levantamento mostra que 18% dos entrevistados apontam os dois igualmente enquanto 16% não veem nenhum deles. 

O levantamento também ouviu a opinião dos eleitores sobre a relação entre Bolsonaro e Moro. Para 29%, a dupla tem muita sintonia, enquanto 38% veem alguma sintonia e 25% não enxergam sintonia. Outros 8% não souberam ou preferiram não responder ao questionamento. 

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