Empreiteiro tinha senha para deixar claro que pagaria propina a José Serra, tucano não interessava a ‘Farsa Jato’


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Continua solto
O novo capítulo da Vaza Jato revela que Léo Pinheiro foi orientado por Aloysio Nunes a transmitir uma senha a José Serra, indicando que a propina seria paga. "Aloysio ainda deixou claro, durante a reunião, que para que houvesse recebimento dos créditos pendentes seria necessária uma audiência com o governador José Serra para informar que a OAS iria dar continuidade às obras da linha 4 do Metrô", diz Léo Pinheiro no documento. "Essa foi a 'senha' que combinei com Aloysio Nunes para que o governador Serra tivesse ciência do ajuste", afirma

21 de setembro de 2019

O novo capítulo da Vaza Jato revela que José Serra, também poupado pela Lava Jato, talvez por ter sido o responsável pela entrega do pré-sal brasileiro às multinacionais do petróleo, tinha total ciência das propinas negociadas por Aloysio Nunes com Léo Pinheiro, da OAS. Confira, abaixo, um trecho da reportagem: 

Em um trecho desses relatos, Léo Pinheiro diz que, em 2007, já na gestão Serra no Governo de São Paulo, Aloysio se reuniu com representantes de cinco grandes empreiteiras na casa de um suspeito de operar para o PSDB e solicitou propina de R$ 5 milhões.  Em troca, as empresas esperavam a liberação de R$ 180 milhões relativos à construção da linha 4-amarela do Metrô. 

"Aloysio ainda deixou claro, durante a reunião, que para que houvesse recebimento dos créditos pendentes seria necessária uma audiência com o governador José Serra para informar que a OAS iria dar continuidade às obras da linha 4 do Metrô", diz Léo Pinheiro no documento. "Essa foi a 'senha' que combinei com Aloysio Nunes para que o governador Serra tivesse ciência do ajuste", afirma.

Depois da reunião, diz ele, foi celebrado um acordo judicial com a Dersa (estatal rodoviária) para o pagamento pendente, no valor de R$ 54 milhões.



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