Bolsonaro acabou com DPVAT, seguro de acidentes de trânsito, para atacar seu desafeto Luciano Bivar



Numa descontração de quem preside o Brasil como se fosse sua propriedade particular, Jair Bolsonaro acabou com o DPVAT para punir seu desafeto Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL. O deputado preside o conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro

12 de novembro de 2019

Jair Bolsonaro editou uma medida provisória que extingue os seguros obrigatórios DPVAT e DPEM a partir de 2020, uma medida que atingirá os negócios do presidente do PSL, deputado Luciano Bivar (PE), o principal desafeto dele dentro do PSL. Ao fazer isso, prejudicou milhões de pessoas que, vítimas de acidentes automobilísticos, eram minimamente amparadas pelo seguro.

Bivar preside o conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT. De acordo com relatório de auditoria da Líder DPVAT, de janeiro a junho de 2019, por exemplo, a empresa intermediou o pagamento de R$ 168 milhões em indenizações relacionadas ao seguro. O presidente do PSL adquiriu a seguradora nos anos 90.

A crise no PSL aumentou no mês passado, quando Bolsonaro pediu a um apoiador para "esquecer" o partido. Na ocasião, ele disse que Bivar está "queimado" (confira aqui).

O parlamentar teria apoiado o repasse de R$ 400 mil em verbas do fundo partidário para uma candidata "laranja" em Pernambuco. Maria de Lourdes Paixão, 68 anos, teria sido a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o País.

O Ministério Público de Minas (MP-MG) já denunciou o ministro do Turismo, Marcelo Alvaro, por causa das candidaturas laranjas.


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