Bolsonaro pune a Globo mentora do golpe que o elegeu, com corte de publicidade oficial


(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

O governo de Jair Bolsonaro partiu para o ataque financeiro à Globo, decidindo punir o grupo com o corte de publicidade oficial. Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que SBT e Record, alinhadas politicamente com o governo, receberam mais recursos, mesmo com menos audiência

12 de novembro de 2019

Reportagem do jornalista Fábio Fabrini na Folha de S.Paulo aponta que um Relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) registra que o governo de Jair Bolsonaro mudou a lógica de distribuição de verbas publicitárias para TVs abertas ao destinar os maiores percentuais de recursos para Record e SBT.

Ambas as emissoras têm linhas editoriais de alinhamento político e ideológico com o Palácio do Planalto, mas têm audiência bem menor que a emissora primeira colocada.  

De acordo com o relatório, embora seja a mais assistida do país, a Globo tem agora participação no bolo bem menor que a das duas concorrentes.  

A Globo tem estado frequentemente no alvo de ataques de Bolsonaro.  Recentemente, no fim de outubro, após reportagem que vinculou seu nome ao caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, ele fez ataques raivosos e pôs em dúvida a renovação da concessão da TV em 2022. 

O Ministério Público de Contas recebeu representação sobre a distribuição de recursos com critérios políticos, favorecendo Record e SBT. 

Os dados indicaram uma inversão de tendência. Até o ano passado, a Globo recebia valores mais próximos do seu share, ou seja, da participação em audiência no total de emissoras ligadas.  A reportagem mosra que em 2017, a Globo ficou com 48,5% dos recursos e, em 2018, 39,1%.

Neste ano, com base em dados parciais, a fatia despencou para 16,3%. Os percentuais da Record foram de 26,6% em 2017, 31,1% em 2018 e, agora, 42,6%; os do SBT, 24,8%, 29,6% e 41%, respectivamente.


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