Folha de S. Paulo co-responsável pela ascensão neofascismo em Editorial declara guerra a Jair Bolsonaro


(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

Co-responsável pela ascensão do neofascismo no Brasil, por ter apoiado o golpe de 2016 e a fraude eleitoral de 2018, a Folha de São Paulo publica editorial extraordinário nesta sexta-feira em que afirma que Jair Bolsonaro jamais será capaz de conviver com a democracia e que "será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança"

29 de novembro de 2019 

O jornal Folhade S. Paulo, que contribuiu para a ascensão do neofascismo no Brasil, por ter se posicionado a favor do golpe de estado de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff e da eleição fraudada de 2018, posto que sem a participação do ex-presidente Lula, publica editorial extraordinário nesta sexta-feira, em que declara guerra a Jair Bolsonaro, que cortou o jornal do governo federal. 

"Jair Bolsonaro não entende nem nunca entenderá os limites que a República impõe ao exercício da Presidência. Trata-se de uma personalidade que combina leviandade e autoritarismo. Será preciso então que as regras do Estado democrático de Direito lhe sejam impingidas de fora para dentro, como os limites que se dão a uma criança. Porque ele não se contém, terá de ser contido —pelas instituições da República, pelo sistema de freios e contrapesos que, até agora, tem funcionado na jovem democracia brasileira", diz o texto. 

"O Palácio do Planalto não é uma extensão da casa na Barra da Tijuca que o presidente mantém no Rio de Janeiro. Nem os seus vizinhos na praça dos Três Poderes são os daquele condomínio. A sua caneta não pode tudo. Ela não impede que seus filhos sejam investigados por deslavada confusão entre o que é público e o que é privado. Não transforma o filho, arauto da ditadura, em embaixador nos Estados Unidos. Sua caneta não tem o dom de transmitir aos cidadãos os caprichos da sua vontade e de seus desejos primitivos. O império dos sentidos não preside a vida republicana", aponta ainda o texto.

"Prestes a completar cem anos, este jornal tem de lidar, mais uma vez, com um presidente fantasiado de imperador. Encara a tarefa com um misto de lamento e otimismo. Lamento pelo amesquinhamento dos valores da República que esse ocupante circunstancial da Presidência patrocina. Otimismo pela convicção de que o futuro do Brasil é maior do que a figura que neste momento o governa", finaliza o editorialista.


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