Justiça determina quebra de sigilos do ministro Ricardo Salles por enriquecimento ilícito


(Foto: Marcelo Camargo - ABR)

Ministro do Meio Ambiente é alvo de uma investigação por enriquecimento ilícito no Ministério Público Estadual (MP-SP) desde junho. A Justiça paulista determinou sua quebra do sigilo fiscal e bancário

23 de novembro de 2019

A Justiça de São Paulo determinou a quebra do sigilo fiscal e bancário do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, alvo de uma investigação do Ministério Público de São Paulo por suspeita de enriquecimento ilícito desde junho. 

A decisão é de segunda-feira 18 e vem da 10.ª Câmara de Direito Público. O MP-SP já havia solicitado os dados do ministro em duas ocasiões, mas os pedidos haviam sido negados pela Justiça, informa reportagem do Estado de S.Paulo. 

A investigação apura como o patrimônio de Salles saltou de R$ 1,4 milhão para R$ 8,8 milhões entre 2012 e 2018. Neste período, ele alternou a atividade de advogado com cargos no governo paulista.

Quando foi candidato a vereador pelo PSDB, Salles declarou possuir R$ 1,4 milhão em bens, a maior parte em aplicações financeiras, 10% de um apartamento, um carro e uma moto. Em 2018, quando saiu a deputado federal pelo Novo, foram R$ 8,8 milhões, sendo dois apartamentos de R$ 3 milhões cada, R$ 2,3 milhões em aplicações e um barco de R$ 500 mil – alta de 335% em cinco anos, corrigindo o valor pela inflação, apontou reportagem de agosto do jornal.


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