Atuação política e crime passional estão entre as linhas de investigação da Polícia para o assassinato do prefeito de Granjeiro, 'João do Povo'



Entre as linhas de investigação para o assassinato do prefeito de Granjeiro, 'João do Povo', estão a atuação política na região e crime passional. PF o investigava por fraudes em licitações de obras em escolas do Município

Por Messias Broges/Jéssica Welma / 26 de Dezembro de 2019

Desde que o prefeito de Granjeiro, João Gregório Neto (PL), o ‘João do Povo’, 54, foi executado, na última terça-feira (24), a Polícia Civil do Ceará (PCCE) realiza levantamentos com diversas equipes para descobrir a motivação e a autoria do homicídio. Entre as linhas de investigação estão a atuação política na região e a hipótese de crime passional.

Ao ser questionado ontem sobre as duas possibilidades apuradas pela reportagem, o diretor de Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul (DPJI-Sul), delegado Ricardo Pinheiro, confirmou que “não é descartada nenhuma das hipóteses”, mas não quis entrar em detalhes sobre as duas linhas de investigação. “Estamos levantando todas as possibilidades. Não descartamos outras hipóteses também”, completou.


Entretanto, o delegado indicou que as provas não levam a crer que os criminosos pretendiam assaltar ‘João do Povo’ – o que configuraria tentativa de latrocínio – já que nenhum pertence foi roubado. O prefeito foi morto a tiros quando caminhava ao lado do Açude Junco, próximo à sua casa.

A Polícia suspeita que um veículo Renault, filmado por câmeras de monitoramento nas proximidades da cena do crime, tenha sido utilizado pelos criminosos. O governador Camilo Santana determinou “rigor absoluto nas investigações, com reforço de equipes na região, para que os criminosos sejam identificados e presos o mais rápido possível”.

Depoimentos

Pelo menos cinco testemunhas já foram ouvidas no Inquérito Policial sobre o homicídio. Entre elas estão a companheira e o motorista da vítima, as únicas pessoas que estavam na residência do prefeito, a metros de distância do crime. “As testemunhas são pessoas que conhecem a história da vítima, relacionamentos, situações possíveis e se vinha sofrendo ameaças”, explica Ricardo Pinheiro.

Irmão da vítima, Cícero Gregório afirmou ao Sistema Verdes Mares, na terça-feira (24), que o prefeito não comentou nada com a família sobre ameaças de morte. Porém, um vereador do Município e amigo de ‘João do Povo’, após sair com ele nos últimos dias, comentou com Cícero que o notou “meio diferente”. O prefeito costumava andar com seguranças. “Não tinha rixa com ninguém, nunca brigou com ninguém. Não deve pra ninguém”, ponderou o irmão.

A investigação está centralizada no Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP) da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, onde as pessoas prestam depoimento sobre o caso. Colaboram com as apurações o DPJI-Sul e a Delegacia Regional de Iguatu. Depois, o caso deve ser transferido para a Delegacia Municipal de Caririaçu – responsável pelo território de Granjeiro. Equipes da PM de Cariús, Cedro, Iguatu, Juazeiro do Norte e Várzea Alegre estão mobilizadas nas buscas pelos suspeitos.

Leia mais no Diário do Nordeste

0 comentários:

[ Deixe-nos seu Comentário ]

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor