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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 20 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.355

Datafolha mostra que histeria para manter Lula preso não vem da população, diz o jornalista Reinaldo Azevedo



Para o jornalista Reinaldo Azevedo, a pesquisa Datafolha sobre o apoio majoritário da população à liberdade de Lula mostra a realidade do País. "Os números evidenciam que a tal tese do trânsito em julgado depois da condenação em segunda instância é uma nota de R$ 13 com efígie de Lula. Não se trata de uma tese, mas de um esforço de devolver o petista para a cadeia. Virou disputa política", diz ele

10 de dezembro de 2019

O jornalista Reinaldo Azevedo analisou nesta terça-feira, 10, os números do instituto Datafolha sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo o Datafolha, 54% dos brasileiros consideram justa a libertação do ex-presidente Lula. Em julho, 54% afirmaram que sua prisão era justa, contra 42% que a viam como injusta. (leia mais no Brasil 247).

"A histeria para manter Lula na cadeia, revela o Datafolha, é muito menor entre os brasileiros do que fazem supor grupos de pressão no Congresso, no Judiciário e no governo — além, claro!, dos grupelhos de extrema-direita que foram protestar na Paulista neste domingo: meia-dúzia de histéricos, além de dublês de políticos e celebridades de Internet", escreve Reinaldo em seu blog no UOL.

Outro dado evidenciado pelo Datafolha é o que mostra que os brasileiros confiam no que diz o ex-presidente Lula do que no que diz Jair Bolsonaro.

"Os números evidenciam que a tal tese do trânsito em julgado depois da condenação em segunda instância é uma nota de R$ 13 com efígie de Lula. Não se trata de uma tese, mas de um esforço de devolver o petista para a cadeia. Virou disputa política", diz Reinaldo.

"Não tomem como coisa corriqueira um ex-presidente que deixa a cadeia gozar de mais confiança da população do que o atual, com a caneta na mão e uma máquina gigantesca de propaganda. Lembrando sempre que Lula tem contra si a mais poderosa engrenagem de destruição de reputações da história: a Lava Jato", acrescenta o jornalista.


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