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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 27 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.392

Em Editorial Folha de S. Paulo denuncia: Bolsonaro está destruindo a Amazônia, o meio ambiente e os interesses econômicos do Brasil



"A calamidade demanda reação enérgica da sociedade. A todos, incluindo o agronegócio, interessa a defesa da região. Governadores, Congresso, empresariado e opinião pública podem e devem mobilizar-se contra retrocessos conduzidos pelo Executivo federal", aponta editorial do jornal dos Frias

22 de dezembro de 2019

O jornal Folha de S. Paulo publica um duro editorial neste domingo, em que aponta Jair Bolsonaro como inimigo da Amazônia e do meio ambiente de forma geral – o que é prejudicial aos interesses econômicos de longo prazo do Brasil. "O governo Jair Bolsonaro tinha meros 25 dias no poder quando se deflagrou a maior tragédia ambiental do Brasil. Barragem da mineradora Vale se liquefez em Brumadinho (MG) e levantou um tsunami de rejeitos que matou 270 pessoas", lembra a Folha. "Bolsonaro e equipe fizeram mais que prostrar-se, entretanto. Capitanearam os esforços para afrouxar as normas do licenciamento, sob pretexto de desburocratizá-las (coisa de que por certo necessitam). Só não se consumou retrocesso completo porque o Congresso chamou para si a negociação e exerceu um poder moderador", aponta o texto.

Em relação à Amazônia, o editorial aponta que "o desgoverno ambiental já se tornava tema de conhecimento no mundo em agosto e setembro, na estação seca, com a explosão das queimadas que se seguem ao corte". Segundo o editorial, o atual ministro, Ricardo Salles, é também um personagem bisonho.

"Com tal sequência de desmandos, a área ambiental responde, até aqui, pelos danos mais palpáveis infligidos pelo bolsonarismo ao país. A alta de 29,5% no desmate da Amazônia junta números às declarações e ações desastradas do governo —com perda devastadora também para a imagem do país", finaliza o editorial. "A calamidade demanda reação enérgica da sociedade. A todos, incluindo o agronegócio, interessa a defesa da região. Governadores, Congresso, empresariado e opinião pública podem e devem mobilizar-se contra retrocessos conduzidos pelo Executivo federal."


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