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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 26 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.391

O cerco se fecha, Bolsonaros sabiam da ligação de assessora com miliciano, segundo Queiroz



Queiroz indica que os Bolsonaros sabiam da ligação entre assessora e miliciano do Escritório do Crime

19/12/2019

Em uma conversa no aplicativo de mensagens WhatsApp, o policial militar reformado Fabrício Queiroz indica que integrantes da família Bolsonaro tinham conhecimento do fato de que uma das assessoras nomeadas por Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) era casada com o ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, chefe da milícia do Rio das Pedras, o Escritório do Crime.

O diálogo é citado pelo MP (Ministério Público) do Rio no pedido de medidas cautelares contra Flávio, Queiroz e outros alvos investigados por participarem de suposto esquema de rachadinha no gabinete do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em seus mandatos como deputado estadual. O diálogo citado pelo MP é entre Queiroz e Danielle Mendonça da Costa, ex-mulher de Adriano. (…)

A conversa ocorre em 5 de dezembro de 2017, quando Jair Bolsonaro já se apresentava abertamente como pré-candidato à Presidência e Flávio já era cotado para disputar uma vaga ao Senado pelo Rio.

Queiroz procura Danielle e diz que precisava conversar com ela. A funcionária, que era nomeada desde 2007 no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, pergunta: “É conversa boa ou ruim”. Queiroz então demonstra que há preocupação por por parte do clã Bolsonaro de que o vínculo dela com o miliciano se tornasse público.

“sobre seu nome… não querem correrem risco, tendo em vista que estão concorrendo e visibilidade que estão”, afirma Queiroz. O UOL manteve a grafia original das mensagens, mesmo quando há erros ortográficos.


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