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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 27 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.392

Paulo Pimenta cobra a prisão de Flávio Bolsonaro e critica silêncio de Sérgio Moro diante do esquema de corrupção do clã presidencial


Deputado Paulo Pimenta e ministro Sergio Moro
(Foto: Agência Brasil)

"O que falta para algum juiz decretar a prisão de Flávio Bolsonaro?", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), após a descoberta do esquema de nepotismo, desvio de salários e lavagem de dinheiro que envolve o clã Bolsonaro

19 de dezembro de 2019

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) cobrou a prisão de Flávio Bolsonaro,.após a denúncia sobre o esquema das rachadinhas na Alerj, que beneficiou toda a família presidencial. Ele disse ainda que o esquema de corrupção constrange Sergio Moro. Confira seus tweets e também reportagem da Reuters:

18 de dez de 2019
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma loja franquia de uma rede de chocolates que tem como sócio o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira em uma operação comandada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro na investigação que investiga um suposto esquema de “rachadinha”, quando se há apropriação de salários de servidores da época em que ele era deputado estadual fluminense.

O advogado de Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, confirmou em nota a batida em um dos endereços do seu cliente.

“Recebemos a informação sobre as novas diligências com surpresa, mas com total tranquilidade. Até o momento, a defesa não teve acesso a medida cautelar que autorizou as investigações e, apenas após ter acesso a esses documentos, será possível se manifestar”, disse. 

“Confirmo que a empresa do meu cliente foi invadida, mas garanto que não irão encontrar nada que o comprometa. O que sabemos até o momento, pela imprensa, é que a operação pode ter extrapolado os limites da cautelar, alcançando pessoas e objetos que não estão ligados ao caso”, completou.

Em meio às investigações, o senador foi ao Palácio da Alvorada no início da noite desta quarta, onde foi recebido pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, que, diante da presença do filho, não parou para falar com apoiadores e jornalistas que o aguardavam em frente à residência oficial, como costuma fazer, limitando-se a tirar algumas fotos brevemente com alguns simpatizantes.

As investigações envolvendo Queiroz chegaram a ser paralisadas este ano depois de uma decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que proibiu investigações que usassem como base informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) —como ocorre na investigação do Ministério Público do RJ. A medida foi derrubada posteriormente pelo plenário do Supremo. 

Uma fonte ligada ao senador disse, reservadamente, que ele esperava alguma ação do MP fluminense, mas não estava claro se isso realmente ocorreria por agora. O senador avaliava que algo poderia ocorrer após a decisão do Supremo sobre Coaf. Ele, que está em Brasília, ficou surpreso com a operação, segundo essa fonte.

A operação desta quarta é um desdobramento das investigações que descobriram movimentações financeiras atípicas de então assessores de Flávio Bolsonaro quando ele era deputado estadual, em especial de Fabrício Queiroz e de familiares da ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro. Queiroz era um dos principais assessores de Flávio na Alerj.

Em nota, o Ministério Público do Rio informou que 24 endereços foram alvos de busca e apreensão numa apuração que visa investigar movimentações suspeitas envolvendo Queiroz. Em razão do sigilo da operação, segundo a nota, mais informações não poderiam ser divulgadas.

“A operação é uma continuidade do fluxo da investigação”, disse uma fonte com envolvimento direto na ação, sob sigilo. “A operação está em curso e as diligências estão sendo cumpridas”, acrescentou uma segunda fonte.

A defesa de Queiroz afirmou em nota que recebeu com tranquilidade e surpresa a medida de busca e apreensão deflagrada nesta quarta-feira, “uma vez que ele sempre colaborou com as investigações, já tendo, inclusive, apresentado todos os esclarecimentos à respeito dos fatos”.

Segundo fontes com conhecimento da ação deflagrada nesta quarta-feira, Ana Cristina Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro, e pessoas próximas a ela que teriam trabalhado como assessores de Flávio Bolsonaro na Alerj estão entre os alvos. Não foi possível localizar de imediato representantes de Valle.

Flávio Bolsonaro é investigado pelo MP do Rio de Janeiro por suspeita de irregularidades financeiras em seu gabinete na Alerj. Queiroz, que seria o coordenador do esquema, movimentou mais de 1 milhão de reais em suas contas bancárias no intervalo de um ano, de acordo com as investigações.




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