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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 29 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.363

Bolsonaro só existe porque Sérgio Moro pariu a estupidez



POR FERNANDO BRITO · 26/02/2020

O ministro Celso de Mello manda à Folha mensagem que não poderia ser mais clara, apesar da rápida ressalva de que a situação “se confirmada” revela:

“a face sombria de um presidente da República que desconhece o valor da ordem constitucional, que ignora o sentido fundamental da separação de Poderes, que demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce e cujo ato de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático!!!”

Que o decano do STF perdoe, mas a “hostilidade aos demais Poderes da República”, “o desapreço” e a “inaceitável degradação do princípio democrático”, vem de muito antes, do caldo de histeria que, sob o a inação ou o patrocínio da Suprema Corte brasileira praticou-os o então juiz Sergio Moro, ao qual se entregou o monopólio da cruzada anticorrupção, com violações absurdas do devido processo legal e do princípio do juiz natural, que concederam a um juiz de piso curitibano o papel de panacéia de todos os males do Brasil.

Sergio Moro é a raiz de Jair Bolsonaro, um nada político e um primitivo violento e desbocado que assim continuaria a ser se o ex-juiz, agora seu ministro e aspirante à faixa presidencial, não tivesse tornado pestilento e irrespirável o ar político deste país.

Está nas mãos dele, Celso de Mello, o poder de cortar, em parte, as raízes que alimentam o monstro. Atestar a evidente ilegalidade que marcou os processos conduzidos por ele é, ao mesmo tempo, o dever de qualquer magistrado que se apegue ao cumprimento dos princípios legais como, também, um ato político a sinalizar que está fechada a porta do Supremo para um atrabiliário, que se não sabe guardar a lei processual menos ainda pode ser guardião da Constituição.

Cortes supremas, por definição, são políticas na mais alta acepção da palavra – sim, a política é arte e ciência do convívio humano!. E é um dever político daquele tribunal bloquear todos os caminhos de uma aventura autoritária.

Porque o “se confirmada” do ministro torna a reação tardia demais.


1 comentários:

Ailton Ferreira disse...

Mais uma frescura da esquerda flajola, da imprensa pinóquio e dos anti-Brasil na tentativa ilicita de impeachment contra o governo que esta dando certo do Bolsonaro: Primeiro, Sobre o video e seu conteudo, Bolsonaro não criou, pediu, fez, pagou e mandou compartilha para convocar essa manifestação; Segundo, o conteúdo do video não incita a população contra os poderes, e sim, descreve a biografia de luta e conduta do Bolsonaro e sua razão de ser presidente do Brasil...contra o roubo e a corrupção visando a melhoria da sociedade como um todo; Terceiro, esse video descreve ou retrata um movimento espontaneo da sociedade licita por iniciativa própria de pessoas partidárias e demais cidadãos que apoiam o modelo de gestão do governo de Bolsonaro...e ponto!

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