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São Gonçalo do Amarante - CE - Quinta-feira 24 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.358

Caiu a ficha de certos setores da sociedade sobre o risco Bolsonaro


Luis Nassif e Jair Bolsonaro
Luis Nassif e Jair Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABR)

O jornalista Luiz Nassif afirma que, com atraso, caiu a ficha de certos setores da sociedade sobre o risco Bolsonaro. Ele diz: "a família Bolsonaro está montando um grupo paramilitar com os escalões inferiores da polícia e com seus aliados milicianos"

23 de fevereiro de 2020
Por: Luiz Nassif

O jornalista Luiz Nassif afirma que, com atraso, caiu a ficha de certos setores da sociedade sobre o risco Bolsonaro. Ele diz: "a família Bolsonaro está montando um grupo paramilitar com os escalões inferiores da polícia e com seus aliados milicianos."

O jornalista vai além e faz um reflexão sobre os analistas políticos que se alastram pelas mídias digitais. Ele diz, no Jornal GGN: "a primeira onda é dos especialistas, que enxergam novos fatos ou novas maneiras de analisar uma questão. Ficam sozinhos por algum tempo até aparecer uma segunda onda, de analistas de primeira linha assimilando e difundindo os conceitos pioneiros. O caso vai ganhando forma e, então, é assimilado pelo analista fast-food, o que responde exclusivamente às demandas do momento. Esparrama dos jornais para as rádios e TVs. O fast food pega a bandeira e sai desfilando pela avenida.

Nassif comenta, então, o protocolo de produção de análise que vai sendo disponibilizado nas redes: "antes, eram fontes em permanente disponibilidade para a mídia, sempre dispostas a observações de senso comum, cobertas com o creme de leite dos currículos, sobre temas do momento. Agora, as demandas do Twitter obrigam a várias intervenções diárias. Como o desafio é ganhar curtidas e adesões, o analista não enfrenta as ondas. Só faz apostas pró-cíclicas, de confirmação da onda. E não poder mostrar dúvidas: o Twitter exige certezas cegas; dúvida é sinal de fraqueza. Cria-se o cenário estático. Tipo, o futuro é o retrato do presente. Se as instituições seguraram hoje os Bolsonaro, significa que segurarão amanhã. Como eles gostam de dizer: é um dado, como se o conhecimento científico fosse decorrência da descrição estática do fato."


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