Imundície em família: Filho ’01’ vilipendia cadáver de miliciano no Twitter



POR FERNANDO BRITO · 19/02/2020

Estamos mesmo nas mãos de uma família de alucinados, que não tem respeito por nada nem por ninguém.

O “senador” (assim mesmo, com aspas) Flávio Bolsonaro acaba de publicar no Twitter um vídeo obtido por algum “amigo” na polícia baiana onde expõe o cadáver, nu, do miliciano Adriano Nóbrega.

É material judicialmente protegido e Flávio terá de dizer quem foi o cúmplice que lhe forneceu as imagens, porque não só não é “jornalismo” como ele não tem a proteção do sigilo de fonte jornalística.

Além do mais, não é mostrar um ou outro detalhe dos ferimentos – como fez, já de forma discutível a Veja – que pudessem sugerir uma execução , mas a simples exibição em detalhes do cadáver despido e em condições deprimentes.

É crime de vilipêndio a cadáver (Art. 212. Vilipendiar cadáver ou suas cinzas: Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.).

Cabe ao Ministério Público agir, independente de queixa da família. O autor do vazamento do vídeo e Flávio são os agentes criminosos e terão – ou teriam, do jeito que anda o nosso MP – de responder por isso.

Os Bolsonaro, pelo que se viu nestes dias – o filho Eduardo fazendo coro a ofensas sexuais; o pai, difamando uma mulher pelo mesmo método e o “01” expondo um corpo humano desta maneira – são o clã da imundície.

É a esta pocilga que os nossos generais fazem guarda.


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