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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 28 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.362

No Ceará já são mais de 200 policiais afastados por motim



Neste domingo (23), Diário Oficial do Estado publicou nomes de mais 62 PMs que respondem a processo administrativo

Por: Camila Lima | 24/02/2020

Já são 230 policiais militares das fileiras do Estado afastados por participação no motim iniciado na última terça-feira (18). Em edição do Diário Oficial do Estado (DOE) publicada neste domingo (23), outros 62 nomes se juntam aos 168 que já haviam sido afastados na sexta-feira (21).

Conforme o DOE,  instaração de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD) foram contra 61 agentes por "deserção especial", e um por "estimular a paralisação nas redes sociais". Neste domingo, o Estado divulgou as prisões de mais de 30 PMs por deserção.

Segundo o Diário Oficial, os PMs respondem por participação em "condutas transgressivas" e "incapacidade de participação nos quadros da Polícia Militar". 

Os afastamentos são preventivos com duração de 120 dias. Contudo, os policiais já estão foram da folha de pagamento a partir deste mês de fevereiro.

Os profissionais afastados devem entregar a identificação funcional, distintivo, armas, algemas e qualquer outro elemento que os caracterizem. Eles também terão descontos nos salários já aplicados. Conforme o DOE, há outros procedimentos ainda em andamento, abertos pela Polícia Militar em forma de Inquéritos Policiais Militares (IPMs), remetidos à CGD.

Entenda o caso

O motim de parte dos PMs ocorre desde o final da tarde da última terça (18). No dia seguinte, o senador licenciado e ex-governador Cid Gomes chegou a ser atingindo por 2 tiros de armas de fogo em grande tumulto em Sobral. Em meio a policiais amotinados, há a presença de 2,5 mil soldados do Exército Brasileiro no Ceará reforçando a segurança nas ruas do Estado, além de 150 agentes da Força Nacional que estão na região para conter a crise na segurança pública.

Essas medidas estão dentro da Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta (20).


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