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São Gonçalo do Amarante - CE - Quinta-feira 24 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.358

Governadores de todo Brasil reúnem-se e pode surgir poder paralelo ao caos de Bolsonaro


João Doria, Rui Costa, Wilson Witzel, Flávio Dino, Paulo Câmara e Jair Bolsonaro
(Foto: SECOM | Reuters)

Todos os governadores do país reúnem-se por videoconferência na tarde desta quarta para encontrar uma solução à crise institucional aberta por Bolsonaro

25 de março de 2020

Os 27 governadores do país se reunirão nesta quarta-feira (25) às 16h por videoconferência. Eles irão discutir as ações que adotarão para fazer frente à pandemia do coronavírus depois que Bolsonaro abriu guerra contra eles e lançou o país no caos. Pode surgir um poder paralelo à Presidência e iniciar-se o caminho do impeachment, pois os governadores controlam a maior parte das bancadas parlamentares federais.

A reunião acontece sob clima de enorme tensão. Bolsonaro atacou os governadores e as medidas que estão adotando para combater a pandemia do coronavírus no pronunciamento da noite desta terça-feira (24), quando conclamou o comércio a retomar sua atividade normal. Ele voltou à carga na manhã desta quarta, nos portões do Palácio do Alvorada, quando qualificou as ações dos governadores de “crime” e concitou as pessoas a saírem de suas casas.

Em reunião por videoconferência no meio da manhã, agrediu o governador de São Paulo, João Doria, de maneira sem precedentes para as relações entre um presidente e um governador de Estado na história da República.

A partir do pronunciamento, os governadores começaram um levante contra Bolsonaro, a ponto de o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aliado de primeira hora e líder do bolsonarismo, ter rompido com o presidente na manhã desta quarta.

Os governadores estão reagindo fortemente a Bolsonaro nas últimas horas. Já começam a falar em impeachment. O governador Flávio Dino, do Maranhão, afirmou que “há poucas esperanças de que Bolsonaro possa exercer com responsabilidade e eficiência a Presidência da República”. O de Santa Catarina,  Carlos Moisés, do partido que foi de Bolsonaro (PSL), se disse “estarrecido”.

A reunião, que deve encerrar-se no fim da tarde, promete estabelecer outro polo de poder enquanto não se soluciona a mais grave crise política do país em muitos anos.


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