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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 26 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.391

Para agradar Bolsonaro e ficar no cargo de ministro Mandetta ataca imprensa e leva uma surra da Globo


Jornalista Ana Paula Araújo e ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
 Jornalista Ana Paula Araújo e ministro da Saúde,
Luiz Henrique Mandetta (Foto: Reprodução | ABr)

“O ministro da saúde encontrou uma outra maneira de agradar o presidente: criticou o trabalho da imprensa, afirmando que os meios de comunicação são sórdidos, porque na visão dele só vendem se a matéria for ruim", afirma editorial da Rede Globo lido pela jornalista Ana Paula Araújo durante o Jornal Nacional

29 de março de 2020

A Rede Globo rebateu na noite deste sábado (28), as declarações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que chamou os “meios de comunicação de sórdidos”, em uma crítica a cobertura da mídia sobre a pandemia.

Em editorial lido pela jornalista Ana Paula Araújo durante o Jornal Nacional, a emissora da família Marinho classificou o ataque do ministro como uma tentativa de agradar Jair Bolsonaro.

“Na pandemia de um vírus letal, contra o qual não há medicamento ou vacina, é estarrecedor que ele não reconheça que o nosso trabalho, o trabalho de todos os colegas jornalistas, daqui da Globo, mas também de todos os veículos, é um remédio poderoso: dar informação para que o povo possa se proteger”, disse a jornalista lendo o editorial.

Em coletiva de imprensa, Mandetta pediu que os brasileiros “desliguem um pouco a televisão". "Às vezes ela é tóxica demais. Há quantidade de informações e, às vezes, os meios de comunicação são sórdidos porque eles só vendem se a matéria for ruim. Publicam o óbito, nunca vai ter que as pessoas estão sorrindo na rua. Senão, ninguém compra o jornal”, disse o ministro. 

Confira a íntegra do editorial da Globo:

“O ministro da saúde encontrou uma outra maneira de agradar o presidente: criticou o trabalho da imprensa, afirmando que os meios de comunicação são sórdidos, porque na visão dele só vendem se a matéria for ruim. 
Na pandemia de um vírus letal, contra o qual não há medicamento ou vacina, é estarrecedor que ele não reconheça que o nosso trabalho, o trabalho de todos os colegas jornalistas, daqui da Globo, mas também de todos os veículos, é um remédio poderoso: dar informação para que o povo possa se proteger.  Há muitos trabalhos essenciais, os dos médicos e enfermeiros em primeiro lugar, mas nós jornalistas estamos nas redações e nas ruas arriscando nossa saúde, para cumprir nossa missão. E fazemos isso com orgulho.


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