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São Gonçalo do Amarante - CE - Sexta-feira 27 de novembro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.422

Sérgio Moro e seu silêncio sobre o motim no Ceará



POR FERNANDO BRITO · 01/03/2020

A falta de questionamentos na mídia não vai resolver a rejeição em quase todo o espectro político – exceção das matilhas bolsonaristas – que provocou Sérgio Moro ao se omitir, vergonhosamente, e cumprir seu papel defendendo a manutenção a ordem pública no Ceará, acoitando-se num silêncio vergonhoso diante do motim policial para ajudar a escancarada chantagem de Jair Bolsonaro para aprovar o seu “excludente de ilicitude” para militares que matarem civis em suas ações de “garantia da ordem”.

Foi bypassado pelo presidente do STF e pelo Ministro da Defesa na pressão sobre Bolsonaro que levou à prorrogação – aliás, pífia e ainda chantagista – por mais sete dias da presença de forças federais que mantenham um mínimo de ordem.

Neste momento, aliás, a Assembleia cearense está votando uma emenda constitucional que proíbe a anistia administrativa aos militares que “tocaram o terror”, encapuzados, fechando o comércio e furando pneus de viaturas policiais.

Moro virou beleguim do governo miliciano.

Em poucos dias, deu razão ao que dizia dele o deputado Gláuber Braga.


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