Em nova ação de sabotagem Bolsonaro barra geolocalização de celular para identificar aglomerações contra a covid-19


(Foto: Isac Nóbrega/PR | Guilherme Gandolfi)

Em nova ação de sabotagem a medidas de combate à covid-19, Jair Bolsonaro determinou ao ministro Marcos Pontes a suspensão de medida que previa o monitoramento de celulares para identificar aglomerações e reduzir a propagação do coronavírus. Modelo era semelhante ao da Coreia do Sul, um dos países com menores taxas de mortalidade

13 de abril de 2020

Jair Bolsonaro deu nova demonstração de sabotagem de medidas do seu governo para combater a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, Bolsonaro determinou ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, a suspensão do projeto de compartilhamento de localização de telefones celulares para identificar se há aglomerações e situações de risco de contaminação pelo vírus.

"O que foi proposto pelas empresas de telefonia móvel é uma solução semelhante há que foi adotada pela Coreia do Sul, um dos países com menores taxas de mortalidade pela Covid-19. Mas Bolsonaro, em sua campanha contra o isolamento social, resolveu vetar a geolocalização", diz o colunista. 

O modelo de monitoramento de celulares é adotado pelo governador de São Paulo, João Doria, como medida para conter aglomerações e a consequente propagação do coronavírus.

No fim de semana, o ministro Marcos Ponte já havia apagado de seu Twitter um vídeo em que ele explicava como funcionaria o monitoramento, depois que o deputado Eduardo Bolsonaro fez críticas ao modelo adotado pelo governador João Doria.


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