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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 26 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.391

JEFERSON MIOLA | Atraso no pagamento de renda mínima é ato cruel de genocidas


Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

"Bolsonaro e Guedes inventam dificuldades de toda sorte, mentem e tergiversam para não depositar imediatamente um dinheiro que, apesar de insuficiente para qualquer família viver com dignidade, pode representar a diferença entre viver ou morrer", afirma o colunista Jeferson Miola

2 de abril de 2020

 Integrante do Instituto de Debates, Estudos e Alternativas de Porto Alegre (Idea), foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial

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Guedes e Bolsonaro retardam o quanto podem o pagamento da renda mínima de R$ 600 [que pode chegar a R$ 1.200] aprovada pelo Congresso em 30 de março.

O procedimento operacional para implementar a renda mínima é simplíssimo. Os beneficiários que se enquadram na Lei se inscrevem [ou já estão inscritos] no Cadastro Único para programas sociais do governo federal.

O dinheiro, então, é depositado em contas específicas na CEF ou Banco do Brasil. Trata-se, como se vê, de transferência eletrônica automática de recurso que sai da conta do governo e entra diretamente na conta de cada beneficiário do Cadastro Único.

Isso é executado eletronicamente, em segundos, via sistema bancário. É simples e direto assim.

Bolsonaro e Guedes, contudo, inventam dificuldades de toda sorte, mentem e tergiversam para não depositar imediatamente um dinheiro que, apesar de insuficiente para qualquer família viver com dignidade, pode representar a diferença entre viver ou morrer.

Suspeita-se que Guedes e Bolsonaro agem com tamanha crueldade para chantagearem o Congresso a aprovar uma Emenda Constitucional que autoriza o Banco Central a proteger não os pobres e o povo trabalhador, mas os bancos privados, os banqueiros sanguessugas e o sistema financeiro vampiresco. 

O ministro do TCU Bruno Dantas disse que o pretexto do governo para atrasar o pagamento do benefício emergencial a pessoas necessitadas já aprovado pelo Congresso, “não é simples omissão. É ação. E grave”.

Em tempos de funcionamento normal das instituições, Bolsonaro e Guedes seriam denunciados e processados no Congresso por iniciativa do próprio TCU. Em 2015, cabe lembrar, sem nenhum fundamento legal este Tribunal produziu a peça burlesca das “pedaladas fiscais” para o impeachment fraudulento da presidente Dilma.

Agora, diante de crime – e inclusive crime com dolo – como reconhece o ministro Bruno, que diz que “não é simples omissão. É ação. E grave”, o TCU tem obrigação de denunciar Bolsonaro e Guedes. 

Guedes e Bolsonaro não se comovem se o atraso de mais uma semana no pagamento de R$ 600 a pessoas que necessitam desse valor para sobreviver causa sofrimento humano desnecessário e mortes evitáveis de milhões de brasileiros.

Afinal, são dois genocidas. Eles serão diretamente responsabilizados pelos saques legítimos, furtos famélicos e caos social que poderá tomar conta do país.


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