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São Gonçalo do Amarante - CE - Quarta-feira 30 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.364

Além da pandemia não temos governo, Brasil caminha para pior recessão de sua história e dólar pode ir a R$ 6,50

Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e dólar
(Foto: Agência Brasil)

O Deutsche Bank espera que o PIB do Brasil caia 6,2% neste ano e 11% no segundo trimestre. Já para o dólar, a previsão do banco alemão é de que ele possa chegar a R$ 6,50 este ano, em meio à pandemia e à incompetência de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes perante a crise

12 de maio de 2020
  
Do Infomoney - Em nota a clientes, o Deutsche Bank apontou que o Brasil pode enfrentar a pior recessão da sua história uma vez que a pandemia do coronavírus expõe as reformas ainda não finalizadas no Brasil, além do cenário político.

Os economistas do banco apontam que, embora a prioridade de curto prazo seja conter a pandemia e as medidas relacionadas, o foco mudará à medida que a curva se achatar e o Brasil for gradualmente reaberto. O número de vítimas provavelmente ficará entre os mais altos, a dívida interna agora está claramente em um caminho insustentável e a probabilidade de impeachment presidencial está em alta.

O Deutsche Bank espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caia 6,2% neste ano e cresça 2,0% em 2021, prevendo uma queda de magnitude semelhante no consumo privado neste ano e mais do que o dobro em investimentos com o governo e com as exportações líquidas registrando um aumento moderado. Já a produção agrícola aumentará quase 3% – sendo este o ponto positivo.

As piores recessões da história do Brasil ocorreram em 1981 (crise da dívida externa, -4,3%), 1991 (hiperinflação e congelamento de ativos, -4,3%) e 2015 (instabilidade política e desalavancagem, -3,6%). Já para o dólar, a previsão é de que ele possa chegar a R$ 6,50.

Com sinais da pandemia sendo registrados somente a partir da segunda quinzena de março, o Deutsche Bank prevê um PIB no primeiro trimestre quase estável na base anual e uma queda de 11% no segundo trimestre.

O banco manteve a opinião de que uma recuperação em forma de “V” é improvável. Para a Selic, a expectativa é de queda da taxa básica de juros a 2,5% até o fim do ano, avaliando que a inflação deve fechar entre 1,5% e 2% em 2020. A expectativa é de revisão do déficit primário para 8,8% do PIB e avalia que a dívida pública deve exceder 90% do PIB até o final do ano.

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