Como não tem Governo, Congresso Nacional decreta luto oficial de três dias pelos mais de 10 mil mortos pela Covid-19


(Foto: Pedro França/Ag. Senado)

Com o decreto, ficam proibidas celebrações, comemorações ou festividades nesse período

9 de maio de 2020

O Congresso Nacional, nas figuras do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, decretou neste sábado luto oficial de três dias pela marca de 10 mil mortos pela Covid-19 no Brasil.

Ficam, portanto, durante o período de luto, proibidas quaisquer celebrações, comemorações ou festividades.

A bandeira do Brasil em frente ao Congresso ficará a meio mastro a partir das 14h.

O ato foi publicado no Diário Oficial do Congresso neste sábado (9). Segundo a medida, ficam proibidas quaisquer celebrações, comemorações ou festividades enquanto durar o luto.

“No momento em que o país atinge a triste marca de dez mil mortes oficiais da Covid-19, o Congresso Nacional também sofre a dor de tantas famílias brasileiras que perderam seus entes queridos, sem poder render-lhes as justas homenagens. É uma tragédia que nos devasta mais a cada dia. Dez mil pessoas, amadas e importantes para outras pessoas, cheias de sonhos, tiveram suas vidas interrompidas”, diz nota oficial assinada por Maia e Alcolumbre.

O texto também afirma que o “Parlamento, que representa o povo e o equilíbrio federativo desta nação, não está indiferente a este momento de perda, de tristeza e de pesar”. Segundo o texto, a situação é “singular”, com “nossas cidades paradas, nossas crianças sem aulas, nosso povo assustado”. A nota diz que o Congresso Nacional tem feito sua parte “ao tomar medidas legislativas de suporte às pessoas, aos governos e às empresas”.

Ainda segundo os presidentes da Câmara e do Senado, a prioridade agora é proteger a vida dos brasileiros.

“Mesmo chorando a morte dos nossos irmãos e irmãs brasileiros, conclamamos todos a manter as recomendações das autoridades de Saúde, diminuindo o ritmo dessa terrível doença, enquanto nos preparamos para um retorno seguro e definitivo à normalidade”, recomenda a nota.


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