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São Gonçalo do Amarante - CE - Sexta-feira 04 Dezembro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.429

Governos do Ceará, Bahia e Maranhão ignoram decreto de Bolsonaro sobre salões de beleza e academias


(Foto: Agência Brasil | Divulgação)

Os governadores do Ceará, Camilo Santana (PT), da Bahia, Rui Costa (PT), e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) informaram que vão ignorar o decreto de Jair Bolsonaro, que amplia os serviços essenciais para incluir academias e salões de beleza

11 de maio de 2020

Camilo Santana (PT), Rui Costa (PT) e Flávio Dino (PCdoB), governadores do Ceará, da Bahia e Maranhão respectivamente, anunciaram que vão ignorar o decreto de Jair Bolsonaro, que amplia os serviços essenciais para incluir academias e salões de beleza, e vão manter as medidas de isolamento social para combater a pandemia do novo coronavírus.

"Informo que, apesar do presidente baixar decreto considerando salões de beleza, barbearias e academias de ginástica como serviços essenciais, esse ato em NADA ALTERA o atual decreto estadual em vigor no Ceará, e devem permanecer fechados. Entendimento do Supremo Tribunal Federal", avisou Camilo Santana, se referindo à decisão da Corte que reafirmou que Estados e municípios têm autonomia para determinar regras de isolamento social próprias.

Bolsonaro criticou a posição do Supremo e, na semana passada, foi à Corte acompanhado de empresários para pressionar pelo relaxamento das medidas de isolamento social.

O governador Rui Costa foi na mesma linha de Camilo. “A Bahia vai ignorar isso. Manteremos o nosso padrão de trabalho é responsável. O objetivo é salvar vidas”, afirmou.

“Todas as medidas legais serão adotadas para manter o isolamento”, reforçou o governador. A Bahia tem mais de 200 mortos e de 5,7 mil infectados confirmados pelo Covid-19.

Flávio Dino afirmou que no Maranhão "nada muda até o dia 20", ou seja, as medidas de isolamento estão mantidas.

"Bolsonaro deveria estar preocupado com a atividade realmente essencial que cabe a ele cuidar, a de presidente da República, e passar a exercê-la com seriedade", criticou.


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