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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 20 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.355

Miriam Leitão aponta os crimes e os caminhos para o impeachment de Jair Bolsonaro


(Foto: Reprodução | ABr)

"Desconhecer os crimes muito mais graves cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro é aceitar um perigo infinitamente maior. Não se trata de ameaça à economia. Agora é a democracia que corre riscos", diz a colunista que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff

18 de maio de 2020

A jornalista Miriam Leitão, um dos sustentáculos da tese de "pedaladas fiscais" usada para justificar o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, voltou a apontar crimes reais – e não fictícios – cometidos por Jair Bolsonaro e a defender seu afastamento. "O presidente Jair Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade. Vários. Ele tem ameaçado a federação, tem infringido o direito social à saúde, ameaça o livre exercício do Poder Legislativo e do Poder Judiciário. Tanto a lei que regulamenta o afastamento do presidente, a 1079/1950, quanto a Constituição Federal estabelecem o que são os crimes de responsabilidade. Impeachment é um julgamento político, e quem estiver na presidência precisa apenas de 172 votos para barrá-lo. O inquérito na PGR investiga se ele cometeu outros crimes. Até agora os depoimentos e contradições enfraqueceram a defesa do presidente. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pode querer muito arquivar o inquérito, mas os indícios aumentam a cada dia", escreveu ela, em sua coluna no Globo.

"Bolsonaro pode enfrentar um processo de impeachment no Congresso, se o deputado Rodrigo Maia der início. Há elementos para embasar um pedido de interrupção de mandato por crime de responsabilidade. O Congresso pode fazer isso ou não. É processo longo e penoso. Mas se não ocorrer, a explicação não estará em falta de crime, mas sim em algum insondável motivo que pertence aos desvãos da política", apontou. "Desconhecer os crimes muito mais graves cometidos pelo presidente Jair Bolsonaro é aceitar um perigo infinitamente maior. Não se trata de ameaça à economia. Agora é a democracia que corre riscos."


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