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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 29 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.363

“Show de horrores”, diz maior jornal inglês The Guardian sobre reunião ministerial de Bolsonaro


Bolsonaro The Guardian
(Foto: Reprodução)

O jornal britânico The Guardian destacou a perplexidade geral causada pelo vídeo da reunião ministerial do governo Bolsonaro. O periódico enunciou: “Jair Bolsonaro xingou 34 vezes durante uma reunião de gabinete de duas horas, que alguns acham que poderia ajudar a levar a cabo o mandato de quatro anos”

24 de maio de 2020

A repercussão negativa da divulgação da reunião ministerial do governo Bolsonaro ganhou o mundo e foi destaque no britânico The Guardian. O jornal sublinhou as grosserias do presidente brasileiro: “‘se [a esquerda] assumisse o poder em 1964, estaríamos fodidos’, proclamou o presidente da pró-ditadura do Brasil em um ponto.”

O jornal britânico fez extensa matéria sobre o episódio que pode levar ao fim do governo:

"Um show de terror", twittou Marina Silva, uma rival presidencial de uma só vez, depois que ela, como grande parte do Brasil, assistiu às cenas de palavrões. "Todo o Brasil já viu as entranhas sinistras que governam o país ... Isso não pode continuar."

O vídeo, que está no centro de uma investigação potencialmente letal da presidência sobre as reivindicações de Bolsonaro na Polícia Federal, foi divulgado na sexta-feira após uma decisão da suprema corte. Ele mostra uma cúpula do gabinete no palácio presidencial em 22 de abril - e um carnaval de insultos e conspiração.

Bolsonaro surge como a besta-chefe do Brasil, proferindo 34 palavrões, segundo relatos locais. “Esses bastardos estão atrás da nossa liberdade - é por isso que quero que o povo se arme”, declara a certa altura.

“Oh, vá se foder. Fui eu quem escolheu esse maldito time”, reclamou com a falta de elogios da mídia por sua liderança. 

Em uma quarta ocasião, que poderia ter sérias implicações para sua presidência, fornecendo possíveis motivos para impeachment, Bolsonaro parece confirmar as alegações de seu ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que ele procurava proteger sua família da investigação por se intrometer na polícia federal.


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