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São Gonçalo do Amarante - CE - Terça-feira 29 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.363

Com popularidade em queda livre, Bolsonaro diz que não apoiará candidatos às Prefeituras


(Foto: Marcos Corrêa - PR)

Com popularidade em queda, batendo recordes de rejeição, Jair Bolsonaro afirmou que não pretende "apoiar prefeito em lugar nenhum"

2 de junho de 2020

Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (2) que não pretende apoiar candidato algum nas eleições municipais marcadas para ocorrer neste ano. Com popularidade em queda, ele afirmou que tem "muito trabalho" em Brasília e não quer se "meter" em política.

"Não pretendo apoiar prefeito em lugar nenhum. Não pretendo, deixar bem claro", disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada, a um homem que pediu apoio na disputa. "Tenho muito trabalho aqui em Brasília para estar entrando em eleições municipais", afirmou.

Sem partido desde o ano passado, quando deixou o PSL, Bolsonaro tenta criar uma nova legenda, chamada Aliança pelo Brasil, que ainda está na fase de coleta de assinaturas.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), é um dos candidatos que tenta contar com o apoio de Bolsonaro. Dois dos filhos de Bolsonaro — o senador Flávio e o vereador Carlos — filiaram-se ao partido de Crivella.

De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada na última quinta-feira (28), 43% dos brasileiros consideram o governo ruim ou péssimo, um recorde negativo da sua gestão.

Outra pesquisa, do Atlas Político, divulgada na quarta-feira (27), apontou que 58,1% dos eleitores avaliam o governo ruim ou péssimo. 

As quedas na popularidade são reflexo da estagnação econômica (PIB cresceu apenas 1% em 2019, de acordo com dados oficiais). Bolsonaro também está sendo investigado por tentativa de interferência na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro Sérgio Moro.

Outro fator que pesa sobre a rejeição de Bolsonaro são os crimes contra a saúde pública, ao violar recomendações de autoridades de saúde na pandemia do coronavírus.

Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) pede que as pessoas evitem aglomerações para diminuir a propagação da Covid-19, ele já estimulou apoiadores a irem para atos de rua, compareceu a algumas manifestações e classificou como uma "gripezinha". Também perguntou "e daí?" quando o Brasil atingiu a marca dos 5 mil mortos pela doença, em abril.


Atualmente, o País é o quarto no ranking global de óbitos provocados pelo coronavírus (30 mil) e o segundo em número de confirmações (530 mil), atrás apenas dos Estados Unidos (1,8 milhão), apontaram estatísticas oficiais.


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