Guerra de Bolsonaro e militares contra democracia nos arrepia, diz Eliane Cantanhêde, outra que também apoiou o golpe


Jornalista alerta para mais aumento de casos do coronavírus entre os mais pobres
(Foto: Dir.: Carolina Antunes - PR)

Jornalista que também deu apoio ao golpe de 2016 hoje lamenta o ataque ao que restou das instituições

14 de junho de 2020

A jornalista Eliane Cantanhêde, que também apoiou o golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff, hoje lamenta o ataque do governo de Jair Bolsonaro e seus generais contra o que sobrou das instituições democráticas. "Em resumo, portanto, temos que o presidente, o vice e o ministro da Defesa anunciam ao País que não aceitam julgamentos do STF, do TSE e do Congresso. Não por que eventualmente contrariem a Constituição e as leis, mas os que ameacem suas posições e interesses. E isso é álcool na fogueira de manifestações antidemocráticas", diz ela, em sua coluna no Estadão.

"Quem ameaçou primeiro, porém, tem armas, arsenal literalmente mais letal. E é aí que essa guerra se torna assimétrica e nos arrepia. De um lado, a democracia, com apoios e uma resistência difusa, mas atuante, na sociedade civil. Do outro, as armas – e não só das FA. Onde Bolsonaro quer chegar? Até onde as nossas Forças Armadas se sujeitam a ir? E qual a força da munição do Supremo, do Congresso e do TSE para resistir?", questiona Eliane.


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