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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 29 de novembro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.424

Já há motivo de sobra para o impeachment de Bolsonaro, diz Jandira Feghali


Jandira Feghali, Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia
(Foto: Câmara dos Deputados | Divulgação)

Apesar dos “motivos de sobra”, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirma que não há ainda no Congresso força suficiente para sustentar o processo de impeachment de Bolsonaro. “Para desempatar nós precisamos ampliar o nosso campo de forças”, diz. Assista na TV 247

19 de junho de 2020

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse à TV 247 que há um empate no cenário político atual. Para ela, Jair Bolsonaro quer fechar ainda mais a democracia brasileira, mas não tem força para isso. Do outro lado, há uma parcela de sociedade e dos parlamentares que querem seu impeachment, mas que também ainda não têm força para dar sequência ao processo no Congresso.

“O impeachment a gente não pede porque discorda do governo, a gente pede porque tem crime, e os crimes já se acumularam. Razão para o impeachment tem. A peça que nós assinamos está muito bem feita, está muito sólida. Crime há, razão para impeachment tem de sobra, o problema é a construção política disso. Eu acho que hoje nós temos um empate ali de um Bolsonaro que já é fruto de mutilação democrática clara. Foi dado um golpe em 2016, foi abduzida uma liderança política da eleição, foi feito um esquema milionário de fake news que possibilitou uma eleição, então ele é fruto de um processo não democrático, apesar de ter sido eleito nas urnas”.

A deputada defendeu as iniciativas que estão em curso de criação de uma frente ampla contra Bolsonaro. “Nesse momento tem muitos crimes ali, há motivo de sobra para o impeachment, mas ele quer concluir o processo golpista dele em um fechamento maior da democracia brasileira e nós queremos tirá-lo. Ele não tem força para fazer o que ele quer e nós ainda não temos força para fazer o que queremos. Então para desempatar nós precisamos ampliar o nosso campo de forças, na minha opinião. É o que a gente está tentando fazer na chamada frente ampla”.


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