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São Gonçalo do Amarante - CE - Segunda-feira 19 de outubro de 2020 - Ano: XIII - Edição: 4.384

Palavra de Bolsonaro não tem credibilidade e, portanto, ele está supostamente doente, alerta Xico Sá


(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

Um dos jornalistas mais experientes do País, Xico Sá orienta redatores a sempre assinalar "Bolsonaro diz que tem coronavírus" e não "Bolsonaro tem", uma vez que ele é viciado em mentiras

8 de julho de 2020

"Presidente diz que. É o tom jornalístico ideal. Qualquer redator prudente não banca palavra do Bolsonaro como certeza. Desconfiar sempre é a lei", avisa o jornalista Xico Sá, um dos profissionais mais experientes da imprensa brasileira, diante da notícia de que Bolsonaro teria contraído coronavírus.

A prudência é mais do que justificada. Bolsonaro se elegeu à base de fake news e faz da mentira um método de permanente manipulação. Ontem mesmo, diante da suposta contaminação, ele passou a atuar como garoto-propaganda de um remédio, a hidroxicloroquina, que não tem eficácia comprovada no tratamento da covid-19.

Grandes agências de notícias, como a Reuters, também não acreditam na palavra de Bolsonaro e passaram a adotar a "lei Xico Sá". Confira:

Bolsonaro afirma que está com Covid-19 mas diz se sentir "muito bem"

Por Lisandra Paraguassu (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira que teve resultado positivo em teste para Covid-19, após passar meses minimizado a pandemia e contrariando recomendações de especialistas, mas afirmou estar se sentindo bem depois de sofrer os primeiros sintomas no fim de semana e de ter ficado mal na segunda-feira.

“Todo mundo sabia que ele (vírus) mais cedo ou mais tarde iria atingir uma parte considerável da população, como tem muita gente... eu, por exemplo, se eu não tivesse feito o exame não saberia do resultado, e ele acabou de dar positivo”, disse Bolsonaro em entrevista transmitida ao vivo por algumas emissoras convidadas para uma entrevista no Palácio da Alvorada. 

Bolsonaro, de 65 anos, realizou o teste na segunda-feira, depois de começar a ter sintomas leves no domingo. Na segunda-feira, Bolsonaro teve dor no corpo e febre de 38 graus, e disse a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, que tinha ido ao Hospital das Forças Armadas fazer uma radiografia de pulmão, que não revelou nenhum problema.

Bolsonaro também fez questão de informar, mesmo antes do resultado do exame, que já havia começado a tomar hidroxicloroquina, medicamente contra malária que não tem comprovação de eficácia contra a Covid-19, mas é defendido pelo presidente.

Nesta terça, Bolsonaro confirmou que tomou uma primeira dose do medicamento, associado ao antibiótico azitromicina, na noite de segunda, e uma nova dose às 5h desta terça. No fim da tarde, Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais tomando uma terceira dose do medicamento.


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