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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 20 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.355

Debandada é consequência do fracasso de Guedes, diz Miriam Leitão em O Globo

Miriam Leitão e Paulo Guedes

(Foto: Reprodução | World Economic Forum/Christian Clavadetscher)

"O programa econômico desmontou antes da debandada da equipe. O governo faria privatizações e nada fez, e isso antes da pandemia", aponta a colunista, que defende a agenda neoliberal

12 de agosto de 202011

As demissões na equipe de Paulo Guedes, que ontem atingiram os secretários Salim Mattar e Paulo Uebel, são consequência do fracasso na implementação da agenda neoliberal, aponta a jornalista Miriam Leitão, em sua coluna no Globo.

"O programa econômico desmontou antes da debandada da equipe. O governo faria privatizações e nada fez, e isso antes da pandemia. A reforma administrativa foi preparada, levada ao presidente Bolsonaro, que exigiu mudanças, elas foram feitas e ele então engavetou. As reformas se limitaram à mudança nos parâmetros da previdência dos servidores civis e dos trabalhadores do setor privado. A dos militares, a equipe econômica não teve espaço para opinar. Teve que bater continência e aceitar", aponta a jornalista.

Miriam também lembra as mistificações de Guedes. "Na campanha, Paulo Guedes dizia que privatizaria R$ 1 trilhão, que venderia imóveis que também chegavam a R$ 1 trilhão. E ele afirmou que zeraria o déficit no primeiro ano. Ninguém que entende de números acreditava naquelas cifras voadoras", recorda.

"O Brasil já viu várias vezes a briga entre o ministro austero e os ministros gastadores. Não está sendo reeditada agora essa clivagem. O que há é que o programa era irreal e desmoronou."

Brasil 247

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