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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.360

Empresa Construtora Luiz Costa (CLC) de Mossoró assume obra da CE-155

Más condições da CE-155 geram queda de até 40% na produtividade ...

POR: EGÍDIO SERPA | 20/08/2020

Ganharão velocidade e intensidade as obras de duplicação dos 20 quilômetros da CE-155, que liga a BR-222, no distrito de Primavera, em Caucaia, ao Porto do Pecém em São Gonçalo do Amarante. No próximo dia 25, máquinas, equipamentos, engenheiros, tratoristas, motoristas e demais funcionários da empresa mossoroense Construtora Luiz Costa (CLC) - com presença em vários estados brasileiros, principalmente nos do Nordeste- assumirão o comando de 70% dos serviços (os outros 30% permanecerão com o consórcio Lomacon-Copa). Esta é uma boa notícia, mas esta coluna tem outras ainda melhores. O projeto de duplicação dessa importante rodovia foi modificado, a começar pela elevação do seu "greide", com o que se facilitará o escoamento da água das chuvas. Outra modificação de relevância: a base da CE-155 será de brita. E o seu pavimento terá duas camadas de asfalto, que, segundo os especialistas, suportarão o tráfego pesado da carga exportada e importada pelo Porto do Pecém. A obra - que absorve também dinheiro do Governo Federal - foi dividida em cinco frentes, três das quais ficarão sob a responsabilidade da CLC. Por que o seu pavimento não será de concreto? Responde uma fonte do Sindicato da Construção Pesada: "Porque seria necessária mais uma modificação do projeto executivo e uma nova licitação, o que causaria uma dupla consequência: o atraso da obra e a elevação do seu custo". E, para finalizar, outra boa informação: os proprietários dos terrenos localizados de um lado e outro da CE-155 já estão assinando a permissão para que os postes da Enel, localizados no meio da nova rodovia, sejam removidos e reinstalados ao longo de suas propriedades - este era um dos problemas que ameaçavam o cronograma da obra. Resumindo: sob nova direção, a duplicação da CE-155 tem de avançar muito neste tempo de estio: a partir de janeiro, as chuvas voltarão. E chuva e construção rodoviária são incompatíveis.

Diário do Nordeste

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