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São Gonçalo do Amarante - CE - Quarta-feira 23 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.357

Globo pressiona Paulo Guedes: ou privatiza tudo a preço de banana ou cai fora do governo

Foto: Reprodução

12 de agosto de 2020 

Na madruga é quando a TV Globo dá o recado mais áspero para o ministro da Economia Paulo Guedes. Pelo Jornal da Globo, de hoje (12), a ironia do comentarista Carlos Alberto Sardenberg foi certeira: Guedes prometeu privatizar três ou 4 grandes estatais, não conseguiu; reforma administrativa, não saiu, não reduziu salários dos servidores nem diminuiu gastos com aposentadorias e pensões.

“Só tá faltando Paulo Guedes [deixar o governo]”, ameaçou Sardenberg, ao comentar sobre a debandada de 7 membros da equipe econômica. “A agenda de Guedes está caindo aos pedaços e quem está assumindo a agenda é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia”, completou..

Paulo Guedes continua sendo o ministro da “semana que vem nós vamos”, segundo a Globo, dentre da perspectiva neoliberal de dilapidar a soberania nacional e ferrar com os trabalhadores brasileiros.

Em sua defesa própria –e dos interesses cruzados dos bancos e dos barões da velha mídia — Paulo Guedes afirmou nesta terça-feira (11) que não apoia eventuais medidas para furar o teto de gastos do governo, limite estabelecido na Constituição em 2016 para impedir o aumento de despesas no Orçamento que será elaborado para o ano seguinte. A declaração do ministro foi feita após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Guedes reafirmou que não há apoio para uma eventual tentativa de furar o teto de gastos do governo para garantir investimentos públicos no país..

“Não haverá nenhum apoio do ministério da Economia a fura-tetos. Se tiver ministro fura-teto, eu vou brigar com ministro fura-teto”, disse.

O ministro da Economia também afirmou que o país foi obrigado a gastar mais recursos com saúde neste ano devido à pandemia da covid-19, mas que o padrão de gastos não pode ser mantido em 2021, indicado que o arrocho no SUS (Sistema Único de Saúde) voltará mais raivoso.

“Se nós tentamos ano seguinte seguindo com o padrão de gastos, nós vamos para o caos. Os conselheiros do presidente [Bolsonaro] que estão aconselhando a pular a cerca e furar-teto vão levar o presidente para uma zona de incerteza, para uma zona sombria, zona de impeachment, zona de irresponsabilidade fiscal, e o presidente sabe disso. O presidente tem nos apoiado”, analisou..

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, uma espécie de “ouvidor” do sistema financeiro, também defendeu o equilíbrio fiscal e disse que os investimentos devem vir do corte de despesas públicas.

“Nossa decisão de estar aqui falando em conjunto é para mostrar para a sociedade brasileira, para o governo brasileiro, para o Legislativo brasileiro que nós queremos encontrar caminhos para melhorar a qualidade do gasto público, mas não será furando o teto de gastos. Não há jeitinho para resolver os problemas de gasto público no Brasil. Só tem um jeito, é reformar o Estado brasileiro”, disse Maia.

Na última pressão da Globo, no ano passado, resultou na aprovação da criminosa reforma da previdência –o fim das aposentadorias– projeto que aprofunda o desemprego e a recessão no País.

Blog do Esmael

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