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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 20 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.355

Pesquisa aponta que 97,88% juristas do Brasil consideram que Sérgio Moro cometeu violações ao sentenciar Lula e o STF não julga sus suspeição

 

(Foto: Brasil247 | Abr)

A pesquisa reuniu o a opinião de 283 participantes, docentes na área do direito lecionando em entidades públicas e privadas de todas as regiões do país, sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, referente à sentença que condenou o ex-presidente Lula no âmbito da operação Lava Jato

15 de agosto de 2020

Uma pesquisa de iniciativa do “Projeto Suspeição em Suspenso”, divulgada neste sábado (15), reuniu a opinião dos mais renomados juristas brasileiros sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, referente à sentença que condenou o ex-presidente Lula no âmbito  da operação Lava Jato.

 De acordo com o levantamento feito com 283 docentes na área do Direito, lecionando em entidades públicas e privadas de todas as regiões do país, com predominância nas regiões Sudeste, 97,5% consideram que “na relação do juiz Sérgio Moro e a Força-Tarefa da Lava Jato houve, de modo geral, violação ao dever de equidistância das partes no processo penal, relacionado aos processos do ex-Presidente Lula”. Apenas 1,7% dos professores consideram que a relação entre Moro e os Procuradores não viola o dever de equidistância.

Para 80,9% dos professores, o juiz Sérgio Moro não presumia o acusado como inocente antes da instrução processual. Já para 19%, sim, antes da instrução processual, o juiz presumia o acusado como inocente.A pesquisa também mostrou que 96,8% dos entrevistados tiveram contato com as matérias do The Intercept Brasil”, que revelou os bastidores da Vaza Jato. Apenas 3,8% responderam que não tiveram contato.

A pesquisa também indagou se “no caso do ex-Presidente Lula, o Juiz Sérgio Moro atuou com a imparcialidade exigida do julgador para um julgamento justo no caso”. 97,88 dos professores consideram que não, que não atuou com imparcialidade. Apenas 2,1% consideram que sim.

Brasil 247

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