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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.360

Porto do Pecém fica em quinto lugar no ranking do IDA 2019

 Os impactos da parceria entre porto do Pecém e Roterdã no Ceará

Porto do Pecém em São Gonçalo do Amarante - Foto: Divulgação

ANTAQ divulgou nesta quinta-feira (13) os resultados. Porto de Itajaí e Porto Itapoá são destaques no Índice de Desempenho Ambiental nas categorias Porto Público e Terminal de Uso Privado, respectivamente

São Gonçalo do Amarante 15 de agosto de 2020

A ANTAQ divulgou o resultado do Índice de Desempenho Ambiental (IDA) de 2019, em um evento online, nesta quinta-feira (13). O Porto de Itajaí (SC) conquistou o primeiro lugar na categoria de portos públicos, com 99,47 pontos. Já o Porto Itapoá Terminais Portuários de Santa Catarina ganhou entre os Terminais de Uso Privado (TUPs), com 99,26 pontos.

Para o superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da ANTAQ, José Renato Fialho, “a primeira posição do Porto de Itajaí não é surpresa. Desde a implantação do IDA, o porto sempre ficou em primeiro ou em segundo lugar”. Fialho destacou, ainda, que o Porto Itapoá subiu cinco posições em 2019 em relação a 2018.

O Porto de Paranaguá (PR) ficou em segundo lugar, com 98,65 pontos. Itaqui (MA), em terceiro. O Porto de Santos (SP) ficou em quarto lugar, e o Terminal Portuário de Pecém em São Gonçalo do Amarante (CE) alcançou a quinta posição.

Entre os TUPs, o terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) ficou em segundo lugar, com 98,13 pontos. Em seguida, Portonave – Terminais Portuários de Navegantes (SC). Na quarta posição, Cattalini Terminais Marítimos em Paranaguá. No quinto lugar, Terminal da Ilha Guaíba – TIG (Mangaratiba/RJ).

Sobre o IDA

 O IDA, aplicado desde 2012 pela Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade (GMS), é a principal ferramenta para avaliação da gestão ambiental de instalações portuárias reguladas pela ANTAQ.

Para o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, o IDA é uma ferramenta importante para avaliação da gestão ambiental e da gestão portuária nas instalações. “O IDA gerou uma competição saudável entre as instalações portuárias, que buscam melhorar seu resultado no IDA e as suas ações sustentáveis”, destacou Tokarski, informando que o IDA fez os portos e os terminais privados aumentarem seus orçamentos para as práticas ambientais.

Para a diretora interina da ANTAQ, Gabriela Costa, “o IDA já é uma ferramenta bem estabelecida e conta com muito respeito do setor portuário. A ANTAQ, priorizando o desenvolvimento sustentável e tendo o setor portuário como fonte de possíveis impactos ambientais, busca com o IDA avaliar a gestão ambiental das instalações e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento e expansão das boas práticas de sustentabilidade”.

A gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ, Maria Auxiliadora Borges, afirmou que o IDA é um instrumento para conhecer o grau de conformidade ambiental das instalações portuárias. O índice faz uma radiografia ambiental da comunidade portuária”.

O índice é aplicado anualmente e nesta edição avaliou 31 portos organizados e 92 terminais de uso privado por meio de 38 indicadores agrupados em quatro categorias: econômico-operacionais, sociológico-culturais, físico-químicos e biológico-ecológicos. Tais indicadores fornecem informações que auxiliam gestores e tomadores de decisões e que estimulam a adequação do setor portuário à legislação e às melhores práticas de gestão ambiental.

Saiba mais

Nos portos públicos, as três primeiras instalações mantiveram as posições da avaliação anterior;

Em relação à evolução, o Porto de Aratu subiu sete posições, passando da 19ª posição no ranking para a 12ª (81,66 pontos). Já o Porto do Rio de Janeiro passou da 30ª para 23ª;

Sobre os TUPs, o primeiro colocado subiu cinco posições no ranking, enquanto o segundo e terceiro colocados caíram uma posição, em relação ao ano anterior;

Destaque entre os TUPs, o Terminal Portuário Bunge Alimentos de Rio Grande (RS) passou da 85ª para a 12ª posição (78,24 pontos).

O evento teve também a participação do subsecretário de Sustentabilidade do Ministério da Infraestrutura, Mateus do Amaral, que falou sobre os Índices de Desempenho Ambiental (IDAs) desenvolvidos pelos outros modais de transporte. Houve, ainda, uma apresentação sobre os principais pontos do estudo “Impactos e Risco da Variabilidade Climática no Setor Portuário Brasileiro”, que vem sendo desenvolvido em decorrência do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a ANTAQ e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, empresa alemã especializada em projetos de cooperação técnicos e de desenvolvimento sustentável em escala mundial. A divulgação dos resultados do estudo será em julho de 2021.

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