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São Gonçalo do Amarante - CE - Domingo 20 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.355

Entregador de panfletos de Carlos Bolsonaro recebia salário de R$ 17 mil



07/09/2020

R$ 89 mil reais depositados por Fabrício Queiroz, o operador do esquema, na conta da primeira dama Michelle.

R$ 150.539,41 transferidos por Nathália Queiroz, a filha de Fabrício, para abastecer o rachadão, enquanto ela era funcionária do gabinete de Jair Bolsonaro em Brasília — mas trabalhava de personal trainer no Rio de Janeiro.

1.512 depósitos em dinheiro vivo na conta da franquia em nome de Flávio Bolsonaro em um shopping do Rio de Janeiro, levantando a suspeita de que o faturamento da loja não tinha relação apenas com a venda de chocolates.

A corrupção praticada pelo clã Bolsonaro — com dinheiro público que sustentava os gabinetes de pai e filhos na Câmara Federal, na Alerj e na Câmara Municipal do Rio de Janeiro — está cada vez mais evidente e carente de explicações.

Apesar da censura imposta por uma juíza de primeira instância à divulgação de informações pelo Jornal Nacional, da TV Globo, a GloboNews acrescentou detalhes inéditos do esquema ao tratar do caso do vereador Carlos Bolsonaro.

Um dos “funcionários” dele, Guilherme Hudson, que foi contratado durante 10 anos e neste período recebeu R$ 1,5 milhão em salários, dirigia todos os dias durante cinco horas para levar a mulher à faculdade.

Ao depor ao Ministério Público, ele disse que não guardou documentos do tempo em que trabalhou para Carlos e que prestou assessoria jurídica ao vereador.

Guilherme ocupou a vaga de chefe de gabinete deixada por sua prima, Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro.

A pessoa que Guilherme levava de carro à faculdade era Ananda, que também foi “funcionária” de Carlos — recebeu R$ 117 mil.

De acordo com o Ministério Público, dos 11 funcionários do gabinete de Carlos suspeitos de serem “fantasmas”, apenas 5 tiraram crachá da Câmara Municipal do Rio. No total, eles receberam R$ 7 milhões.

Figura de destaque é o “entregador de panfletos” Edir Barbosa Goes, militar da reserva que recebeu R$ 1,5 milhão ao longo de 11 anos para cumprir a singela tarefa. Salário mais recente de Edir? R$ 17 mil mensais.

Viomundo

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