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São Gonçalo do Amarante - CE - Sábado 26 de setembro de 2020 - Ano: XII - Edição: 4.360

Folha de S. Paulo manipula dados para defender o teto de gastos

(Foto: ABr | Divulgação)

Em editorial de página inteira, jornal da família Frias mostra alinhamento com a política econômica bolsonarista e diz que o teto de gastos estabilizou a dívida interna, quando os dados verdadeiros mostram outra realidade

6 de setembro de 2020

Alinhada à política econômica de Paulo Guedes, a Folha de S. Paulo manipula dados econômicos para defender a manutenção do teto de gastos, política aprovada após o golpe de 2016, que reduziu despesas do estado, congelou investimentos públicos e também o ritmo de crescimento da economia brasileira, afetando negativamente a arrecadação de impostos.

No texto Em defesa do teto, a Folha afirma que, "entre 2013 e 2016, a dívida pública saltaria quase 20 pontos, atingindo 70% como proporção do PIB (Produto Interno Bruto)", tentando jogar a crise do endividamento no colo da ex-presidente Dilma Rousseff, afastada em maio de 2016. Os dados verdadeiros, no entanto, mostraram que os governos Lula e Dilma reduziram o endividamento – e que ele cresce em 2015, quando ela foi sabotada e impedida de governar pela conspiração golpista e em 2016, já na gestão de Michel Temer, assim como nos anos seguintes.

O texto também afirma que "a dívida pública manteve-se estável nos últimos dois anos ao redor de 76% do PIB", o que não é verdade, pois o endividamento seguiu crescendo mesmo antes da pandemia, em razão do baixo dinamismo da economia brasileira no período posterior ao golpe. O editorial aponta os juros baixos, mas que são consequência da depressão econômica – e não necessariamente do teto de gastos. O que o editorial revela é que a Folha segue aferrada a dogmas neoliberais de eficácia extremamente duvidosa.

Brasil 247

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